Reginaldo Rossi

Sou filho de paraibanos. Os amigos de meus pais, em sua maioria, eram nordestinos. Cresci ouvindo música popular. Coisa que os ditos intelectuais chamam de música brega. Eu não me envergonho disto, bobagem de quem se acha menor por ter crescido em um ambiente que abarca manifestações artísticas de toda ordem.

Existe uma localidade em Niterói chamada Ititioca, uma quase embaixada do Nordeste na cidade na década de 80. Andando pelas ruas, em cada casa ouvia-se um dos pilares da música popular num volume mais alto que o outro. Músicas que enchiam as salas seja com simples violão, sanfona, flauta ou bater de palmas.

Em meio a esta sinfonia ouvia-se muito Reginaldo Rossi. E em minha mente estão registradas diversas canções. Inclusive as letras, mesmo que muitas capazes de fazer corar os cristãos mais ortodoxos.

Acaba de sair na imprensa que o cantor pernambucano faleceu vítima de um câncer no pulmão. De alguma forma, ele era a voz do povo simples e que se reconhecia em suas letras. Amores de verão, separações, saudade de sua terra ou simples nostalgia por um tempo que se passou. Enfim… o vazio que o ser humano carrega e busca ser preenchido.

Conheci muitos que ouviam suas canções em momentos de tristeza e se afundavam em tudo que pudesse ‘encharcar’ a alma vazia e sedenta. Seja em bebida ou mesmo num silêncio torturante de saudade em que os olhos descreviam cenários que hoje pareciam distantes. Sobrava o brilho da retina em olhos avermelhados.

Nisto somos todos iguais. Os que ouvem músicas populares ou aqueles que se entristecem por ouvir poemas tocantes de um Chico.

Há uma imensa saudade em nosso ser.
Eu chamo isto de saudade do Céu. De um Encontro. De Plenitude.

Encontrei isto em Jesus. E mesmo ouvindo musicas com tons e cores melancólicas, consigo enxergar que a saudade que este coração ainda sente, não esta localizada em coisas ou pessoas. Em Cristo, me vejo, num forte abraço com o sentido de TUDO!

Que o Senhor console a família de Reginaldo Rossi!

A revogação do inferno

João Heliofar de Jesus Villar*

Phillip Roth é hoje um dos mais respeitados escritores nos Estados Unidos. Frequentemente seu nome é mencionado nas cogitações do Prêmio Nobel de Literatura. Num estilo seco, agradável de ler, em histórias que sempre tem como pano de fundo a realidade judaica americana, seus romances ganharam o mundo.

Em sua última obra, “Indignação”, o autor narra a saga de um jovem judeu, filho de um açougueiro kosher, que, durante a guerra da Coreia, consegue se livrar do alistamento, mantendo-se na universidade. Porém, inscrito em uma instituição cristã profundamente conservadora, o aluno se vê sob o risco de expulsão continuamente, pois não aceitava as restrições impostas pela faculdade, especialmente o dever de frequentar cultos semanalmente. O romance gira em torno dessa tensão; isto é, o aluno, que sustentava sua rebeldia como uma questão de honra, equilibrava-se numa corda bamba, pois, caso fosse expulso, teria de enfrentar as trincheiras geladas da guerra do extremo oriente.

A história constitui pano de fundo para mais um ataque cruel ao cristianismo e revela como o caldo de cultura ocidental está cada vez mais hostil à fé. Mesmo um autor sofisticado como Roth não consegue vencer a tentação de passar uma visão maniqueísta do confronto do jovem rebelde com a direção de uma instituição cristã.

Num diálogo com o diretor da faculdade de direito (um “apaixonado por Jesus”), o jovem judeu afirma com grande orgulho que é ateu e que Bertrand Russel já havia demonstrado suficientemente a total falta de lógica dos argumentos a favor da existência de Deus, na obra “Por que não sou cristão”. E acrescenta que Russel teria afirmado com toda propriedade que Jesus não poderia jamais ser tido na conta de um bom mestre, tendo em vista os seus ensinos sobre o inferno. A doutrina do inferno seria completamente inaceitável, suficiente para arruinar a reputação de Cristo, por mais elevados que fossem os demais ensinos éticos firmados nos evangelhos. Diante desse ataque, o diretor da faculdade de direito se limita a fazer ataques à conduta pessoal de Bertrand Russel, que seria uma figura amoral, adúltero etc. Do ponto de vista racional, porém, suas críticas seriam irrespondíveis.

A história se passa nos anos 50, mas é bastante atual, com a diferença de que hoje, nas universidades, a posição dominante é a do herói de Roth, especialmente no corpo docente. E a tendência de hostilização intelectual é tão forte e crescente que intimida abertamente os cristãos mais ortodoxos.

Uma prova de que a intimidação já chegou ao centro da igreja é o silêncio envergonhado nos púlpitos a respeito do inferno. Se hoje Jonathan Edwards pregasse “Pecadores nas mãos de um Deus irado” em qualquer lugar, perderia imediatamente seu cargo de reitor da Universidade de Princeton, seria escorraçado da igreja, e ninguém mais ouviria falar no seu nome. Talvez os conceitos de Russel a respeito do tema tenham se infiltrado no inconsciente cristão de tal modo que ninguém consiga tratar do assunto sem suscitar em si um profundo sentimento de culpa diante do ouvinte secular.

Na verdade, se fosse possível, talvez convocássemos um concílio para revogar o inferno por algum tipo de decreto a fim de que fosse declarada a paz com a modernidade e ninguém falasse mais nisso. Falaríamos apenas em amor, graça e tolerância, temas tão caros à piedade moderna. Que o inferno vá para o inferno. Talvez ficasse difícil explicar para quê serve a salvação — seremos salvo do quê, exatamente? Mas, por certo, teríamos um verniz intelectual muito mais elegante perante nossos interlocutores seculares. Afinal, não é a eles que devemos agradar?

• João Heliofar de Jesus Villar, 45 anos, é procurador regional da República da 4ª Região (no Rio Grande do Sul) e cristão evangélico.

Fonte: Revista Ultimato

Uma simples faixa de pedestres…

Hoje completam 40 anos do lançamento de “Abbey Road” dos Beatles. E em comemoração a tal fato histórico, milhares de pessoas foram até a frente do mítico estúdio para terem a oportunidade de tirar uma foto igualzinha a capa do penúltimo disco oficial do Fabfour.  Fiquei sentado olhando aquela cena com uma vontade enorme de tirar uma foto ali. Na verdade este foi um sonho que sempre nutri.

Quem me conhece sabe que minha banda predileta é o The Who. Nunca escondi isto de ninguém, mas os Beatles estão entre as 5 que mais me emocionaram e fizeram deste humilde ouvinte um grande apreciador do rock. Gosto muito dos Beatles. Os quatro garotos de Liverpool acompanham minha vida desde meus 12 anos quando ouvi o disco “A hard day’s night”. Disco simples, infantil e ousado! Todo mundo canta junto.

Ai os caras foram amadurecendo, foram se entregando ao mundo próprio das composições e lançaram verdadeiros marcos históricos em forma de discos. A trinca imperdível Rubber Soul(1965), Revolver(1966) e Sargeant Pepper(1967); definem o som dos Beatles: criatividade em arranjos e letras, tudo harmonizado pelo mestre/maestro George Martin.

Este disco que agora completa 40 anos mostra o amadurecimento de McCartney como letrista e arranjador que seguiu em sua carreira solo. Lennon também já dá demonstrações de que tudo caminha para uma ruptura com os companheiros.

Sei que se passaram 40 anos e muitos querem fazer o caminho dos Beatles: atravessar a rua e ter esta imagem imortalizada em uma foto. Tudo igual a capa do magistral álbum. Sei que eu fiquei, como já disse anteriormente, com a vontade de ter esta oportunidade um dia. De esperar o sinal fechar e pedir para alguém registrar o momento: eu, minha esposa e filhos atravessando aquela já desgastada faixa de pedestres. Colocar o quadro com a foto do tamanho de um vinil na sala e ficar olhando para ele de vez em quando. Isso seria legal, sabiam?

Ao mesmo tempo me peguei pensando sobre um outro caminho e fiquei intrigado. Jesus andou por este mundo e fez tantas coisas que neste terra não caberiam a quantidade suficiente de livros contando todos os fatos (Jo 21.25). Naquele momento fiquei olhando minha velha Bíblia, já surrada, e fiquei imaginando algo como a capa de “Abbey Road”.

Será que tenho olhado para ela com vontade de (re)viver tudo que ela diz? Não falo de forma legalista/moralista, mas de ter o prazer de refazer os caminhos do Mestre. De olhar para a mensagem de Cristo e ter nela a inspiração para a vida. Tudo isto da forma devida, sem ranços religiosos ou libertinagem. Tendo o foco nos pés do Mestre, em suas pegadas e palavras. Tudo isto moldando minha vida e de minha família.

Fiquei pensando novamente… Pensamentos que vão e vem a mente…

Como seria legal ter um quadro de minha família, incluindo os filhos que ainda não tenho, numa imitação da capa do clássico disco dos Beatles. Como seria bacana! Contudo, como quero que minha família tenha nos passos de Cristo sua inspiração. Uma família de imitadores do Cristo! Que ama a vida, tanto ama que a dá a própria vida por amor dos seus! Que olha o outro com amor e compaixão! Caminhando na vida, sentindo o mesmo calor e tendo convicção que há mudança espiritual e social por onde quer que passemos. Caminhar como Ele faz todo o sentido!

Tudo isto eu vi através de uma pequena faixa de pedestres. Tudo isto fez real sentido nas palavras daquele que atreveu-se a dizer que Ele era o único Caminho, Verdade e Vida. Nisto ele foi mais radical do que os Beatles. Nisto ele foi mais inspirador que toda a música. E nisto ele foi mais que poeta! Foi e é o único sentido de se atravessar esta vida para a vida eterna!

Á Ele toda Honra e Louvor!

2 lógicas: a de Francisco e a de Tomé

Francisco e o velho rádio cujas canções embalavam seus sonhos
Francisco e o velho rádio cujas canções embalavam seus sonhos

por Leandro Marques
Blog “Deus e o Mundo”

Assisti, finalmente, o filme 2 Filhos de Francisco, que conta a história da dupla sertaneja Zezé de Camargo e Luciano. Embora tivesse ouvido muitos comentários positivos a respeito do drama dirigido por Breno Silveira, confesso que não tinha a menor idéia do que me aguardava quando aluguei o DVD, dias atrás, e me sentei diante do velho aparelho de tv de 20 polegadas que eu e minha esposa mantemos em nosso quarto.

O que para mim era uma incógnita, veio a ser uma grata surpresa. Fui profundamente tocado pela poderosa história de Francisco – um lavrador incauto e visionário que apostou todas as suas fichas no sonho improvável de transformar dois de seus nove filhos em astros da música brasileira.

É desnecessário dizer que o sonho de Francisco tornou-se realidade. Mas eis a pergunta que o filme parece querer responder: como? Como é possível um caipira pobre, sem-instrução, e de poucos amigos realizar tal sonho aparentemente impossível? Como Francisco conseguiu aquilo que a maioria das pessoas não conseguiria? O que Francisco tem que falta na maioria de nós?

A meu ver, a resposta a esta pergunta cabe em uma única palavra: fé. Francisco era um homem de fé. Uma fé não-tematizada, certamente. Uma fé talvez não-religiosa (se é que existe fé que não seja religiosa em sua essência e natureza). Mas uma fé verdadeira e profunda. De algum modo que, nem o filme, nem nada é capaz de explicar, Francisco cria que seu sonho era realizável.

Segundo o escritor sagrado, a fé é “a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hebreus 11:1). Certamente era isto que o movia: a visão do invisível, a convicção de que o impossível podia acontecer. Diferente de São Tomé que precisou ver para crer, Francisco fez o caminho inverso: creu e, por isto, viu.

Não é novidade o fato de que a maioria de nós, indivíduos modernos maculados pelo vírus do racionalismo cientificista, abraçamos a lógica de Tomé como nossa atitude básica diante da vida. Duvidamos de tudo até que nos provem o contrário. Se não vemos, não cremos. Se não for razoável, taxamos de impossível. Assim, cremos apenas no que faz sentido, no que é provável, previsível, mensurável e conhecido. E desse modo descartamos sem mais uma gama enorme de possibilidades inusitadas e maravilhosas. Afinal, não é verdade que as coisas mais belas e importantes da vida escapam à razão analítica e não se prestam a muitas explicações?

Ora, quem se orienta pelo possível rouba da vida a dimensão do surpreendente, do transcendente, do misterioso. E assim limita demais as suas possibilidades. Em contrapartida, quem crê contra a própria probabilidade das coisas descortina diante de si um universo infindável de alternativas onde mesmo o impoderável é contado como opção.

Quem, à semelhança de São Tomé, espera ver para crer saí perdendo. De outra parte, quem abraça para si a lógica de Francisco, é mais bem-aventurado. Pois, pela fé, chama a existência o futuro ainda desconhecido. Com efeito, a fé de que o sonho impossível pode acontecer é o primeiro passo para sua concretização histórica. Esse foi, me parece o segredo de Francisco. Ao contrário da maioria de nós, o pai de Zezé de Camargo e Luciano viveu todo tempo nesta expectativa, carregando no ventre o futuro que aguardava ver nascer. E um dia, como fruto maduro que cai do pé, o sonho de Francisco nasceu.

O Perigo do Tsunami

Cidade assolada após um tsunami

Hoje conversei com dois amigos e sai do papo pensando sobre como somos vulneráveis em nossas crenças. No papo falamos sobre a falência das certezas, onde pessoas esclarecidas vão atrás da primeira onda que lhes faça sentido. Mesmo que a onda nem tenha estrutura para ser uma ‘marola’, acaba tendo uma força de um tsunami.

Assim parece funcionar a cabeça de muita gente. Experiências estão falando mais do que qualquer coisa que possa ter um senso de realidade. Tudo vale, tudo mesmo! Ai sobra pouca coisa. Não basta intelecto se as emoções falam com uma potência enorme… Equilíbrio passa longe, bem longe…

Lembro de quando vi um video do Tsunami. O que mais me impressionou era a volta das águas ao mar: tudo era tragado ao infinito do mar! O que antes era uma cidade, agora nem um esboço de cidade existia. TUDO era retirado de lugar e parecia que nunca haviam passado pessoas por ali!

Esta imagem me vem a mente quando penso nesta busca desenfreada por experiências incertas. No primeiro momento parecem as águas de um tsunami rasgando tudo por dentro trazendo mudanças completamente radicais nas estruturas. Só que o maior estrago é a saída das águas: Na maioria das experiências religiosas frustradas, o que há de pior é o vazio desestruturado que muitas crenças deixam nas cabeças de muitos. Tudo por dentro é escombro, lama, vazio caótico…

Em busca do espiritual, enche-se a mente de qualquer coisa. Se tem sentido ou não, isto é o de menos. O importante é crer! Ai tudo se esvai levado a um mar infinito e agora cinza de frustrações.

Eu quero mergulhar o mais profundo que puder no conhecimento de Deus. Sei que com isso ficarei de frente a coisas que minha mente não conseguirá alcançar. Só que, quando leio as Escrituras, vejo um Deus que valoriza o intelecto que me deu. Um Deus que me chama a dar razão de minha fé e não para me tornar num “ser espiritual”. Vejo Cristo chamando discípulos que antes eram inimigos dEle e hoje tornaram-se gente.

E nada me tira da cabeça que Ele chamou os discípulos de amigos, pois eles haveriam de se tornar gente!

Reforma, Sociedade e Educação

por Ana Paula Gurgel – Leia seu Blog!

A história da Reforma Protestante revela sua preocupação com o ensino, não apenas religioso mas focando a formação integral do cidadão tendo sua base nos princípios éticos cristãos.

Um povo esclarecido melhora suas relações pessoais e de trabalho. Um povo convertido traz em sua formação a ética (ou deveria trazer) a fim de tornar as relações mais sadias e melhores.

Ouvi de uma amiga que o encanto da religião muçulmana sobre as sociedade tem se dado devido a forma relacional de valor uns dos outros a mesa, ao contar histórias, compartilhar e acolher… Engraçado, outrora ouvi que isto marcava o Cristianismo, mas parece que hoje não mais! Por quê?

Quando deixamos de lado o real valor do Cristianismo que é nosso encontro com Cristo que nos leva a uma nova relação de vida integralmente passamos a vivenciar o interesse econômico ou de barganha que a “fé” vem espalhando.

O que há com a reconstrução de vidas, começando pela minha que encontrei Cristo? Este encontro deve levar-me ao encontro de outros a fim de seu benefício, a fim de um maior desenvolvimento, não apenas relacional mas social, familiar, profissional, espiritual. Ou seja, todo o ser.

Nos escondemos em redomas de tijolos, ditas igrejas e nos pomos a orar de joelhos por bençãos individuais e egoístas e não mais relacionais!! (orem pelos reis! – hoje nossos governantes)

Pergunto novamente, o que retemos de nosso encontro pessoal com Cristo que nos leve ao próximo, ao outro, a nós mesmos de forma a traçarmos uma reconstrução de nossa sociedade?

Se é bom pintor, pinte com graça e cada vez melhor! Se é bom escritor, escreva com graça cada vez melhor! Se é bom professor, ensine com graça, cada vez melhor … e se já faz o seu melhor, mantenha!  Sem utopismo mas com eucaristia, com graça!

Ainda estou construindo o pensamento e escrevo esta linhas para mim também, pois sei que preciso lembrar disso a cada instante do meu dia quando sou tentada a esquecer de todo o resto e focar apenas em mim.

I João 1 diz “… sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. … Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.”

Tranquilo!

Vejo sempre que posso os programas evangélicos da TV. Vejo para saber como não devo crer. Estas duas semanas parei em frente da TV para ver alguns. E ainda continuo pensando a mesma coisa. A fé vendida por muitos é a fé cheia de medo do inferno, supertições e práticas devocionais tão amedontradas que chego a desconfiar que Deus esta longe disto…

Ao ver isto tudo, além do estômago embrulhado, tive o presentimento de que aquilo tinha cheiro de qualquer coisa menos do Evangelho de Cristo. Os tele”evangelistas” vendiam o terror e o ‘jeitinho’. Ou melhor: vendiam algum remédio, ou antídoto, contra os males deste mundo. Se a pessoa aceitasse participar de tais rituais, e tivesse a vida transformada pelo Evangelho, seria uma tremenda sorte.

A fé valia mais do que o Autor da Fé Salvadora. Afinal, muitos nem citavam o nome de Cristo. Acho que eles não tiveram coragem de colocar o nome de um Deus Santo no meio de tanta lama.

Será que este é o papel da igreja? Deixar as pessoas livres de problemas, doenças e circunstâncias duras de uma vida? Seria só isto? Não acredito nisto! Acredito que somos  chamados para proclamar a Salvação em Cristo e a Vida! Gente que nasce de novo, encontra a Paz em Deus. Gente que sai por ai com a convicção de transformar outras realidades: sejam de indivíduos ou sociedade!

Por isso me assusto com cristãos cheios de medo de tudo! Será que a Graça não me basta? Ou os Amuletos continuam a ter mais poder que a Graça de Cristo?

Esta semana uma música não saiu de minha cabeça. A música se chama “Tranquilo”, do genial Kassin+2:

tranquilo
levo a vida, tranquilo
não tenho medo do mundo
não vou me preocupar

tranquilo,
levo a vida, tranquilo
não tenho medo da morte
não vou me preocupar

que passe por mim a doença
que passe por mim a pobreza
que passe por mim a maldade,
a mentira e a falta de crença

que passe por mim olho grande
que passe por mim a má sorte
que passe por mim a inveja,
a discórdia e a ignorância

A ouvi e fiquei pensando: Seria uma “Ode a despreocupação”?

Não viverei isento de aflições, afinal Cristo nos avisou que passaríamos por aflições neste mundo (Jo 16.33).  Só que Ele fala em seguida: “Tendes bom ânimo, eu venci o mundo!” Ele venceu o mundo e esta vitória deveria me deixar completamente entregue a Ele apesar de tudo que o mundo nos joga nas costas. Só que sou dEle e as Escrituras falam que nada vai me separar de Seu Amor.

Olho grande, Inveja, má sorte e todas estas coisas? Não me afetam!
Ou você crê diferente disto? Ai só amuletos mesmo!

Eu não creio nisto!

Doença, maldade, pobreza e falta de crença?
Se sou dEle, isto pode me afetar sim, mas deixar de andar com Ele? Não posso crer que isto vá me separar do Deus que me amou primeiro! Não mesmo! Ele é muito maior que isto!

E medo da morte? Se sou dEle, terei mesmo medo da morte? Sabemos lidar com a morte?

Querem saber? Vou seguir dependente dEle e levando a vida tranquila!

Será heresia propor ao pessoal do louvor cantar esta música no domingo? rssssssss

Até os Jesuítas entendem, mas não aceitam…

Diretamente dos Jesuítas, quando de sua fundação em 1534.
Interessante que é o mesmo discurso de 90% das igrejas evangélicas…

Regras para pensar com a Igreja
Inácio de Loyola, Exercícios Espírituais, parte 2

14. É preciso também ter em mente que, embora seja verdade que ninguém é salvo a não ser aquele que é predestinado, devemos falar circunspectamente deste assunto, pois, do contrário – se acentuarmos por demais a graça da predestinação de Deus – poderia parecer que fechamos a porta à vontade livre e aos méritos das boas obras; de outro lado, atribuindo a estas mais do que lhes pertence, derrogamos o poder da graça.

Um boa exegese de Romanos 9, Efesios 2 e boa parte das Escrituras ajudaria o povo a perceber que a predestinação é providência de Deus para uma humanidade inteira que merece o inferno.

Toda a Glória Seja Dada a quem tem direito a ela: A Trindade Santa e Eterna!

Fomos comprados! Eles precisam ser comprados!

O Marcio de Souza, um amigo do peito e de vocação, pediu que eu escrevesse um texto para o site “Um Clamor por Niterói”. Diante de tanta prostituição em nossa cidade, precisamos fazer alguma coisa como igreja que somos!

Segue o texto na integra que vc também pode acessar no belo blog:

Fomos comprados! Eles precisam ser comprados!

Certo dia sai com alguns amigos. Chegando lá, revi um grande amigo que não via há alguns anos. Ele me contou a novidade de que agora era cristão e estava com irmãos de sua igreja. Acabei ficando ao lado deste amigo, que se dizia meu irmão na fé, que não via fazia tanto tempo e falei com o pessoal com que sai que daria atenção a este rapaz.

Ao finalizarmos o papo, voltei de carona com alguns irmãos, pois já era tarde e diante da violência preferi aceitá-la. Qual não foi minha total surpresa: o caminho escolhido seria o Centro da cidade. O objetivo da caravana de gente que se dizia regenerada por Cristo era “curtir com a cara das prostitutas e travestis do Centro.”

Pedi que parassem o carro, pois Cristo não havia me salvado para me tornar-me pior do que era quando andava separado dele. E para minha total surpresa, eles deram de lado e foram “curtir” com a cara de gente sofrida que vende o próprio corpo.

Quero crer que este não seja a cara da juventude que diz ter sido convertida pelo Senhor. Acredito plenamente na conversão de pecadores. Pecadores como eu, que sabem de suas limitações, mas não querem ser vencidas por elas. Pecadores que acreditam que pessoas podem ter um Encontro com o Salvador e terem suas realidades transformadas.

Mais do que qualquer estatística alarmante, precisamos nos conscientizar que o papel da igreja é ser relevante. Não podemos aceitar que pessoas vendam seus próprios corpos e fiquemos domingo após domingo, cegos a esta realidade que enche Niterói!

E querem saber? Eu sonho com uma caravana bem diferente do relato que comecei este texto. De jovens que dão suas vidas para evangelizar os excluídos de nossa cidade! Uma caravana daqueles que foram COMPRADOS por um amor tão grande que levou um Deus a dar sua própria vida por eles. Pecadores que foram comprados por Cristo para glorificar o Deus que os comprou. E eu não acredito que fomos salvos para sermos piores do que homens e mulheres que não tem Cristo como seu Senhor e Salvador. Que saem para “curtir” com a cara de quem precisa de Salvação!

E se fomos comprados por preço de sangue puro e sem pecado, temos que comunicar aos que se vendem na rua que Ele tem um caminho diferente para eles. O caminho da Salvação em Cristo! E nós, como igreja temos que entender que o nosso chamado é de comunicar esta Verdade Eterna: Deus Salva pecadores iguais a mim mesmo! Sem invencionices ou triunfalismos que infelizmente invadem nossas igrejas.

A prostituição é um dos grandes males que atingem Niterói e nós como igreja precisamos ser relevantes e proclamadores de Cristo. E não sermos luzes que se encontram escondidas em templos, mas luzeiros que transformam vidas que a própria sociedade finge que não existem! Deus é conosco, então vamos!

Conheça mais sobre o “um Clamor por Niterói” visitando o blog:  http://umclamorporniteroi.wordpress.com