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Estive no “Juntos em Cristo” lá no Riocentro. Entrei e logo comprei um livrinho pra prestigiar. A organização estava ótima! Ninguém queria aparecer mais que o outro, todo mundo teve voz e a FIEL detonou ao trazer John Piper para falar sobre alegria para os brasileiros.

Confesso, estava esperando um gênio estrondoso sacudir o Riocentro. Ao contrário disso, vi um coroa humilde e contrito subir a plataforma e falar das verdades da Bíblia com uma clareza fantástica. Nada novo, nada diferente. Tudo que Piper falou estamos cansados de ler na Bíblia, mas não aplicamos na vida.
Piper não é gênio. Não é um superhumano, nem tampouco uma espécie de messias dos crentes considerados “sérios”. É apenas um crente genuíno que expõe a Palavra e que se dispôs a ser relevante. Ele me mostrou que qualquer um pode pregar bem!  Como disse meu amigo João Costa “numa sociedade onde todo mundo quer ser gênio, estrela ou o melhor” John Piper prefere ser só um homem que vive o que prega. E isso faz dele o maior expoente da pregação cristã de nossos dias. Só isso!
E no mais, tudo na mais santa paz!
Márcio de Sousa
Retirado do site do próprio autor
Os doze apóstolos

Os doze apóstolos

Fomos a uma pizzaria comemorar o aniversário de uma querida amiga. Estávamos à mesa com um grupo de nossa igreja. Todos alegres, contando piadas, rindo da vida e cheios de comunhão uns com os outros. Na nossa mesa nada diferenciava ninguém. Não importava se estavam ali pastores, seminaristas, pessoal do louvor, missões ou qualquer departamento de nossa igreja. Nós percebemos a vida não departamentalizada: todos somos pecadores e precisamos de Cristo e um dos outros.

Estava conversando com um querido amigo na mesa e me perdi pensando que ali estava um grupo de pessoas que amam a Cristo e O servem na vida. Com suas qualidades e defeitos. Conversando de todos os assuntos possíveis e em nada diferenciando-se do restante das mesas. Eu agradeci a Deus por fazer parte de um grupo assim. Pessoas que se sabem gente e vivem como gente. E não como robôs da fé.

De repente vejo minha esposa falando com duas senhoras muito simpáticas. Eram companheiras de meus sogros na caminhada da fé. Há muito tempo conhecem a família de minha esposa. Estavam animadas e sorridentes. Minha esposa veio apresentar-me a elas e continuei percebendo a simpatia delas. A senhora mais velha apresentou-me a filha, uma mulher de uns 50 anos. E não deixou de falar com muito orgulho sobre a filha e do genro:
“Esta é minha filha. Ela é bispa e meu genro é apóstolo. Ele esta ali no caixa pagando a conta!”

Eu gelei de cima a baixo… Comecei a perceber um enorme abismo diante daquela mesa e a mentalidade da maioria das igrejas evangélicas brasileiras. Nossa mesa não era melhor ou formado por excelentes cristãos! Sei das nossas fraquezas! Mas exatamente por isso fiquei perplexo olhando aquela senhora que era bispa(episcopisa seria o correto). E fiquei triste observando ao longe um homem de meia idade, que foi colocado no patamar de apóstolo.

Naquele momento lembrei-me do que faz alguém um apóstolo e porque a igreja parou em Paulo como o último apóstolo legítimo diante da igreja. Depois disto não há um apóstolo legítimo sequer, mas somente um “cargo” eclesiástico qualquer. Afinal em algumas igrejas pelo mundo existem até cursos e diplomas de apóstolos!

A igreja reconhecia um apóstolo nos seguintes termos:
Foi escolhido e enviado pelo Senhor:  Lc 6.13;  Jo 6.70;  At 9.15; 22.213.
– Testemunhou Sua ressurreição: At 1.22;  1 Co 15.8,15
– Lançaram e formaram o alicerce da Igreja, da qual Jesus é a Pedra angular: 1 Co 3.10;  Ef 2.20

Olhando para aquele homem, que nem conheço, fiquei constrangido e indignado com o que muitos tem feito em nome de títulos e honrarias humanas. Não conheço o ministério e nem o coração daquele homem, mas não tenho como me calar diante de tal maluquice moderna.

Bom… Eu acredito em mudanças de vidas. Se isto for milagre, ok? Acredito em milagres e não me sinto bobalhão por isso. O que peço a Deus é que tire dos olhos daquele homem e família esta mentira vendida por sórdida ganância de poder! Que ele não se apresente num futuro próximo como apóstolo, mas como servo humilde de Cristo.

Ta aí… Será que se seminários teológicos deixassem de entregar um diploma e os formandos recebessem um abraço e imposição de mãos, tais instituições de ensino ficariam lotadas? Ao invés de um diploma, os formando recebessem a recomendação de serem humildes servos de Cristo, como seria a realidade da igreja formada por estes homens?

Sei que estou sendo simplório em minha reflexão, mas o que você pensa sobre este assunto?

Use os comentários e expresse sua opinião!

Naquele que nos une!

Falou-se tanto sobre Jacko que tenho ouvido muito durante estes dias os cantores da Motown.  E de todos os cantores do cast desta gravadora o que melhor simboliza o que era a Motown, em minha modesta opinião,  é um cabra chamado Marvin Gaye.  E nesta madrugada de trabalho fiquei ouvindo sem parar a obra prima “What´s Going On” de 1971.

Este disco nasceu da depressão do artista diante de um mundo tão estranho, onde a perda de referencial era como um soco no estômago.  Ele havia perdido no ano anterior sua parceira de dueto Tammi Terrell,  que havia morrido em razão de um tumor cerebral.  Da escuridão em que vivia, Marvin transformou em um album que mostra-se perfeito em tudo: voz cristalina, letras extremamente bem construídas e instrumental primoroso.

A voz de Marvin, de uma urgência impar, mostrava-se como um grito de alerta ao que o mundo estava se transformando em 1970/71:  a loucura da guerra do Vietnan, o caos urbano, violência crescente, danos ecológicos e os descaminhos que as famílias estavam tornando-se.

Uma música em especial tem um significado importante quando se sabe como foi a morte de Marvin Gaye: “God is Love”.

A canção começa com os seguintes versos:

“Oh don’t go and talk about my father
God is my friend
Jesus is my friend
He made this world for us to live in, and gave us everything
And all he asks of us is we give each other love.”


Gaye começa a letra que fala de forma apaixonada de um Deus que é Amor, falando em alto e bom som:  “Não me venha falar de meu pai…”

O pai de Marvin era um pastor extremamente fundamentalista que reprimia tudo em seu filho, de tal forma que o filho foi se alistar no exercíto só para fugir das garras de um pai louco em seu fundamentalismo e forma de ler as Escrituras Sagradas.  O pai amaldiçoava o filho por estar cantando fora da igreja e ser instrumento do diabo para os incrédulos.  Gaye viveu com a sombra amaldiçoadora de um pai durante toda a sua vida.  Tendo todas as questões que advém de uma formação religiosa/familiar completamente castradora. A culpa vivia cercando o canto do gênio.  Tornou-se viciado e alcóolatra.

Em 1983 Gaye foi assassinado pelo próprio pai.  Num episódio tão comentado que até hoje traz arrepios pela forma tola do assssinato.

Sei das escolhas que temos em nossas vidas. Sei também que a formação familiar pode trazer enormes malefícios a um indivíduo. Não posso negar que a criação religiosa extremamente repressora pode formar verdadeiras aberrações.

Sei de tudo isto…

Só que a letra de “God is love” fala algo que mexe muito comigo:  ela fala da Graça de Deus de forma impactante. Muitos não estão nem ai para isso ou não professam a fé em Cristo. Só que eu acredito que pela Graça e Sacrifício de Cristo posso dizer que “Deus é meu amigo / Jesus é meu amigo”. Posso cantar que para estes, e mesmo para os que não abraçam esta realidade, que “ele fez este mundo para vivermos e nos deu tudo! E tudo que ele pede à nós é que nos amemos” Esta verdade ultrapassa até mesmo a criação bastarda de um pai louco. Esta afirmação ultrapassa qualquer barreira emocional que me foi dada nesta caminhada.

Gaye canta num refrão o desafio da Graça e Perdão bem próximo da proposta de Cristo no Sermão do Monte:

“Ame sua mãe, ela vela por você
Ame seu pai, ele trabalha por você
Ame sua irmã, ela é boa para você
Ame seu irmão, ame seu irmão”


Não posso dizer onde Gaye está, mas sei o que ele propôs em sua canção e isto é de inegável valor… A Graça Comum é algo que infelizmente a igreja tem esquecido e até mesmo amaldiçoado. Deus usa para falar quem Ele quer e com certeza absoluta usou Marvin Gaye!