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Sou filho de paraibanos. Os amigos de meus pais, em sua maioria, eram nordestinos. Cresci ouvindo música popular. Coisa que os ditos intelectuais chamam de música brega. Eu não me envergonho disto, bobagem de quem se acha menor por ter crescido em um ambiente que abarca manifestações artísticas de toda ordem.

Existe uma localidade em Niterói chamada Ititioca, uma quase embaixada do Nordeste na cidade na década de 80. Andando pelas ruas, em cada casa ouvia-se um dos pilares da música popular num volume mais alto que o outro. Músicas que enchiam as salas seja com simples violão, sanfona, flauta ou bater de palmas.

Em meio a esta sinfonia ouvia-se muito Reginaldo Rossi. E em minha mente estão registradas diversas canções. Inclusive as letras, mesmo que muitas capazes de fazer corar os cristãos mais ortodoxos.

Acaba de sair na imprensa que o cantor pernambucano faleceu vítima de um câncer no pulmão. De alguma forma, ele era a voz do povo simples e que se reconhecia em suas letras. Amores de verão, separações, saudade de sua terra ou simples nostalgia por um tempo que se passou. Enfim… o vazio que o ser humano carrega e busca ser preenchido.

Conheci muitos que ouviam suas canções em momentos de tristeza e se afundavam em tudo que pudesse ‘encharcar’ a alma vazia e sedenta. Seja em bebida ou mesmo num silêncio torturante de saudade em que os olhos descreviam cenários que hoje pareciam distantes. Sobrava o brilho da retina em olhos avermelhados.

Nisto somos todos iguais. Os que ouvem músicas populares ou aqueles que se entristecem por ouvir poemas tocantes de um Chico.

Há uma imensa saudade em nosso ser.
Eu chamo isto de saudade do Céu. De um Encontro. De Plenitude.

Encontrei isto em Jesus. E mesmo ouvindo musicas com tons e cores melancólicas, consigo enxergar que a saudade que este coração ainda sente, não esta localizada em coisas ou pessoas. Em Cristo, me vejo, num forte abraço com o sentido de TUDO!

Que o Senhor console a família de Reginaldo Rossi!

Nossa Nova Identidade

Publicado: 7 07UTC janeiro 07UTC 2013 em Sem categoria
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Apartir de agora postarei as mensagens que tenho pregado em nossa comunidade aqui no blog!

Estamos com um site provisório que convido você a fazer uma visita: Igreja Cristã da Aliança de Maricá

A mensagem deste domingo, dia 06/01/13, foi sobre a ‘Nossa Nova Identidade’!

O sermão foi baseado no texto de 1 João 3.1-3.

Deus te abençoe!

Igreja é lugar de GENTE que traz consigo sua óbvia imperfeição. Afinal é GENTE!

Até porque, convenhamos, arrependimento nasce de GENTE que percebe sua pequenez e dá um ‘mata leão’ em si mesmo.

Todos os dias!

Agora, tenho muito medo dos ROBÔS
(mais…)

Forasteiro

Publicado: 10 10UTC maio 10UTC 2012 em Sem categoria
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Acaba de ser lançado o primeiro single do grande Samuel Úria. O single chama-se ‘Forasteiro’ e em minha opinião é uma das melhores canções lançadas por ele!

Segue ai o video oficial da canção e a letra(enviado pelo próprio Samuel) para ouvirmos mais e mais!

 

Forasteiro

Se o mundo é uma pedra de tropeço, eu arremesso-o
E ofereço a esfera ao espaço, está suspenso o meu apreço.
Se o mundo me merece tanta prece, nem por isso
A mundos dou interesse, nem a crises dou acesso.

Se o mundo é uma bolha de lamento, eu arrebento
E tento não estar dentro se se encontra em pronto pranto.
Se o mundo não demora, que a agrura morra agora
E eu choro com quem chora pra os pescar do mundo fora.

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado.

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado.

Se o mundo é só um espelho do que eu valho, então trabalho-o,
Definho o grilho velho que ainda escolho quando falho.
Se o mundo é só a mágoa com que meço, então despeço-o
E regresso ao troço estreito exterior ao Universo.

Tresmalho o rebanho,
Aqui eu sou estranho.
Minha marcha é recta;
A vida é rotunda.
O que não me afecta
Já não me afunda.

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado.

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado.

Simplicidade

Publicado: 14 14UTC dezembro 14UTC 2011 em Sem categoria
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Sabe o cheiro de um café feito no coador de pano e tomado em xícara de metal esmaltada? Aquele cheiro que convida as pessoas para o papo pela manhã. Conversa descompromissada. Daquelas cheias de graça e risos. Feitas de um material que parece perdido na correria dos dias loucos em que vivemos?

Falo disto. Da simplicidade da vida, que tornou-se tão sofisticada que o bom tom tomou conta da originalidade pessoal. Tornamo-nos caricaturas cheias de exageros. Escondemo-nos na sofisticação que rotula e dá status. Acabamos por nos esconder no pior esconderijo que pode existir: em nós mesmos.

Com isto, nos contentamos com o rascunho aceito pela maioria.

Nos afastamos.

Parentes distantes tornam-se qualquer coisa, menos parentes.

Amigos vivem ao nosso redor! Como?

A prática moderna de amizade tornou-se a seguinte: abra seu Facebook e olhe embaixo da foto do seu perfil. Agora abra um sorriso amarelo e se alegre em ler a quantidade de amigos você tem ali!

A compensação da solidão contemporânea é premiá-lo apartir da quantidade de seguidores você tem no Twitter.

Bobagem!

Ser humano sobrevive mesmo com o contato com o outro. Contato que traz saudades. Contato que reafirma amizades. Contato que traz atritos. Contato que nem a melhor tela touch pode trazer…

Vi este clipe de Marcelo Jeneci estes dias. Enviado por um amigo real, que encontro e já temos algumas boas histórias pra contar.

No meio do clipe comecei a chorar. Sou de uma família humilde. Meus pais paraibanos deram a mim e ao meu irmão o que não tiveram oportunidade. Esforçaram-se para que a nossa história não fosse uma mera repetição de fatos. E uma das marcas de meus pais foi a da simplicidade e respeito. Não seriam os outros que diriam aonde nós poderíamos chegar.

Olhei o clipe e me lembrei deles. Olhei para aquela gente humilde, que em sua maioria são da própria família do Marcelo Jeneci, e como flashes que espocavam em minha mente revi parentes.

Revi minha avó paterna, que com seus mais de 70 anos tinha a pele de índia e cabelos compridos mantido presos em seu belo coque. Mulher guerreira que matava galinha no quintal com peixeira afiada. Mulher que honrando a tradição  indígena, gostava de comer fazendo ‘bolinhos’ com a mão.

Num detalhe revi meu avô, com suas camisas sempre bem passadas e abraços largos. Lembrei de sua risada barulhenta que sempre o fazia derramar lágrimas quando gargalhava.

Ali pude perceber que minhas tias estão vivas e nossos contatos mortos!

Em meus olhos saltaram imagens de minha mãe. Dona Salete, que sabia con-viver com sabedoria mesmo em meio as humilhações que a mesquinhez humana fazia submergir de pessoas ditas de alta classe.

Os cabelos brancos de meu pai vieram a minha mente, como se fosse um tapete para que caminhássemos e o carpe diem fez-se vivo!

Percebi que meu irmão esta indo morar em Curitiba e isso me fez chorar e sorrir.

Foi neste instante que a letra de Jeneci explodiu em meu peito:

“Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.”

A vida é  feita de oportunidades! Jogamos fora inúmeras…

Fiz um acordo com Deus: quero deixar de jogar fora as oportunidades que surgem!
Quero a simplicidade, o contato, a vida que tem esperança na volta do sol no meio da chuva.

Como acontece no clipe há a presença do arco-íris. E lembrei-me na hora da aliança feita entre Deus e os homens de que a terra não seria mais destruida por dilúvios:

“O arco estará nas nuvens;
vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna
entre Deus  e todos os seres viventes
de toda carne que há sobre a terra.”
Gn 9.17

O que eu fiz com tudo isso? A chuva sempre virá, mas não será um sinal de fim. É a oportunidade de ver o sol brilhar. E se meu peito ansioso e arredio de esperança começar a gritar, Deus sorri em forma de arco-íris avisando que o Sol da Justiça retornará!

Glória a Ele!
Vivamos a vida nEle!

Estive no “Juntos em Cristo” lá no Riocentro. Entrei e logo comprei um livrinho pra prestigiar. A organização estava ótima! Ninguém queria aparecer mais que o outro, todo mundo teve voz e a FIEL detonou ao trazer John Piper para falar sobre alegria para os brasileiros.

Confesso, estava esperando um gênio estrondoso sacudir o Riocentro. Ao contrário disso, vi um coroa humilde e contrito subir a plataforma e falar das verdades da Bíblia com uma clareza fantástica. Nada novo, nada diferente. Tudo que Piper falou estamos cansados de ler na Bíblia, mas não aplicamos na vida.
Piper não é gênio. Não é um superhumano, nem tampouco uma espécie de messias dos crentes considerados “sérios”. É apenas um crente genuíno que expõe a Palavra e que se dispôs a ser relevante. Ele me mostrou que qualquer um pode pregar bem!  Como disse meu amigo João Costa “numa sociedade onde todo mundo quer ser gênio, estrela ou o melhor” John Piper prefere ser só um homem que vive o que prega. E isso faz dele o maior expoente da pregação cristã de nossos dias. Só isso!
E no mais, tudo na mais santa paz!
Márcio de Sousa
Retirado do site do próprio autor

Steve Jobs

Publicado: 6 06UTC outubro 06UTC 2011 em Sem categoria
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Acaba de morrer Steve Jobs…

Um gênio…

Não era santo, mas astuto.

Era um dos caras que gostaria de pelo menos apertar a mão.

Engraçado que não me passa agora pela cabeça falar sobre Eternidade.
Falar sobre coisas que o Senhor conhece melhor do que eu.

Queria falar de minha relação com a Apple desde os anos 80, quando ganhei um computador que emulava o sensacional Apple 2. Aquilo era fascinante para minha pré-adolescência nerd. Só fui saber da existência de Jobs lendo uma revista de 1985 sobre o lançamento do MacIntosh. A cara de playboy, com cabelo partido ao meio e cara de visionário, nunca saiu de minha memória. Quando li sobre o que este computador fazia, fiquei boquiaberto.

Só fui ver um MacIntosh muitos anos depois, mas viver aquela época e não acreditar que um computador seria fácil de mexer é inesquecível. Anos depois vi num VHS sobre a trajetória de Jobs, naquele momento idolatrado em sua pós-saída da Apple. Apartir dali pude entender um pouco da figura daquele cara. Um cara preocupado com os detalhes. Um cara chato com isso. Não abria mão do design final do produto. Tudo tinha que ser esteticamente perfeito.

Uma das grandes contribuições do Jobs, que a maioria das pessoas nem sabem, é a construção das fontes caligráficas. O que eu e você temos hoje aos montes em nossos computadores, Jobs foi o quem mais se preocupou com isto. O preciosismo dele quanto a beleza das fontes usadas nos primeiros MacIntoshs era de qualquer um na época ficar chocado.

Esta busca pela perfeição e pela estético o tornou um ícone no mundo da informática. Ou melhor: no mundo da tecnologia. Falar de Jobs é falar de um cara que transformou o mundo em que vivemos. Não tem como voltar os ponteiros e se contentar com produtos feios, pesados e sem inovação…

Steve morreu.
Todos morreremos um dia.
Deus usou Steve Jobs para trazer mais beleza a este mundo.
O pecado que habita em nós, também habitava nele.

Que Cristo tenha se revelado a Jobs, pois assim ele teria encontrado descanso em sua sede de Beleza e Transcendência.

O que nos resta é orar pela família que sofre no momento.