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Revelação e Metanoia

Publicado: 18 18UTC abril 18UTC 2012 em Sem categoria
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Num começo de tarde, lá pelo ano de 1992 eu chegava em casa. Lembro EXATAMENTE da cena: Meu irmão sentado no chão da sala.

Ele se levanta rápido e me diz: ‘Passou um clipe que você precisa ver! O nome da banda é Nirvana! Deixa ligado na MTV! Você precisa ver isso!’

Sim, ele falou com todas as exclamações acima.

Meu irmão foi para o colégio e eu deixei a MTV ligada a tarde toda. No fim da tarde, provavelmente 5 da tarde, o VJ Thunderbird apresenta o tal clipe.

Era este:

 

Vi o clipe até o fim. Fiquei completamente maluco com o que eu tinha acabado de assistir e sai de casa as pressas até a House Rock do velho Gilmar. Tinha que chegar lá ante da loja fechar.

A loja ficava numa galeria em Icaraí e tinha somente UMA escada rolante. Eu nunca havia subido aquela escada em tamanha velocidade, pois queria de qualquer forma conseguir aquele disco.

Lembro até hoje que entrei na loja esbaforido e o Gilmar falar de pronto: ‘Se tá procurando este tal Nirvana, só vai ter semana que vem!’

Eu nem havia perguntado NADA! Só que provavelmente eu deveria ter sido um entre dezenas que entravam na loja perguntando sobre  a banda.

[ UM PARÊNTESE: ]
Sei que para muitos que estão lendo este texto, não faz sentido algum  aguardar semanas para ouvir ou comprar um disco.
Só que falo de uma época em que não havia internet como temos hoje e nem downloads de músicas.
Se quisesse algo novo teria que IMPORTAR e aguardar no mínimo 15 dias para ter o CD em mãos.
Ah, sim: cada CD tinha seu valor em DOLAR! Ou seja, quando você ia comprar, tinha que calcular o valor na moeda brasileira.
Detalhe: Gilmar aceitava pagamento em dolar!
[ FECHA PARÊNTESE: ]


Voltando aquele dia: deixei meu nome na lista, que já tinha 3 páginas do caderno de encomendas,  de pessoas que aguardavam o disco ‘Nevermind’.

Sai dali e anunciei para todos os meus amigos o tal Nirvana.
Ficamos esperando a chegada do disco.
Lembro que na verdade esperei mais de um mês para GRAVAR numa fita K7 aquele disco, pois não havia nada deles lançado no Brasil e era comum na época as lojas de Rock venderem cópias em K7 dos discos.
Ou seja: pirataria sempre existiu!

Passados 20 anos, quem não viveu a época ou simplesmente não gosta de rock, pode ficar sem entender o fenômeno do grunge. Em 1991, basta conferir a lista de discos mais vendidos para entender que tempos eram aqueles para quem gostava de rock. Para minha tristeza, até o Metallica havia se vendido e feito o horrendo Black Album.

Uma simples olhada nas 10 mais da Billboard em 1991 para entender o que se passava:

1 – (Everything I Do) I DO IT FOR YOU – Bryan Adams
2 – I WANNA SEX YOU UP – Color Me Badd
3 – GONNA MAKE YOU SWEAT (Everybody Dance Now) – C&C Music Factory Featuring Freedom Williams
4 – RUSH RUSH – Paula Abdul
5 – ONE MORE TRY – Timmy T.
6 – UNBELIEVABLE – EMF
7 – MORE THAN WORDS – Extreme
8 – I LIKE THE WAY (The Kissing Game) – Hi-Five
9 – THE FIRST TIME – Surface
10 – BABY BABY – Amy Grant

De repente: um som seco, cheio de atitude, juvenil, coberto de testosterona e urgência aparece.

Houve uma resposta imediata e apartir dai um verdadeiro marco na história da música. E o resto é história…

Disso tiro uma reflexão de minha fé, pois consigo ver Cristo em todas as coisas.

Diante da revelação daquela música, mudei em muito minha vida.
Meu passado de ‘metaleiro’ e punk não foram renegados, mas os olhos foram abertos para algo maior.
Fiquei tão pasmo com o que vi, que não deixei de anunciar o que meus ouvidos ouviram.

Hoje , em 2012, repensando sobre o que encontrei em outubro de 1996. Encontrei Cristo.
Passados tantos anos, não há como negar que preciso tomar impulso para anunciá-lo com aquela força e urgência daqueles tempos.

Revelação é acompanhada de Metanóia!
E isso é diário, pois Jesus tem se revelado em pequenas coisas.
Coisas tão simples como no dia em que ouvi Nirvana pela primeira vez.

Sim, pois o que foi uma mera Graça Comum foi como uma ante-sala da Revelação dEle em 1996.

Em 1992 Kurt Cobain salvou minha vida da mesmice. Hoje Cobain, é só lembrança

Em 1996 Jesus salvou minha vida de mim mesmo. Hoje e Sempre, Jesus é meu amigo.

Glória a Cristo, SEMPRE!

Estive no “Juntos em Cristo” lá no Riocentro. Entrei e logo comprei um livrinho pra prestigiar. A organização estava ótima! Ninguém queria aparecer mais que o outro, todo mundo teve voz e a FIEL detonou ao trazer John Piper para falar sobre alegria para os brasileiros.

Confesso, estava esperando um gênio estrondoso sacudir o Riocentro. Ao contrário disso, vi um coroa humilde e contrito subir a plataforma e falar das verdades da Bíblia com uma clareza fantástica. Nada novo, nada diferente. Tudo que Piper falou estamos cansados de ler na Bíblia, mas não aplicamos na vida.
Piper não é gênio. Não é um superhumano, nem tampouco uma espécie de messias dos crentes considerados “sérios”. É apenas um crente genuíno que expõe a Palavra e que se dispôs a ser relevante. Ele me mostrou que qualquer um pode pregar bem!  Como disse meu amigo João Costa “numa sociedade onde todo mundo quer ser gênio, estrela ou o melhor” John Piper prefere ser só um homem que vive o que prega. E isso faz dele o maior expoente da pregação cristã de nossos dias. Só isso!
E no mais, tudo na mais santa paz!
Márcio de Sousa
Retirado do site do próprio autor

Estava num retiro de minha igreja. O ano era 1997. Era num sítio em Xerém. Fazia frio. Apesar da baixa temperatura, meu coração estava queimando. Queria mais da parte de Jesus. Não sabia por onde começar. Havia sido convertido pelo Senhor em outubro do ano anterior e estava preocupado em não me perder no reino “encantado” da igreja.

Tinha poucos referenciais. Lembrava de um amigo querido que sempre me falou para ter cuidado com os livros que chegassem as minhas mãos pois existia muito maluquice no meio evangélico.

Naquele retiro resolvi abrir meu coração com o querido Emmanuel, que tornou-se um dos grandes amigos que tenho. Cheguei tímido até ele. E me abri dizendo que queria mais de Jesus, mas tinha medo de me aventurar pelo caminho da literatura teológica e encontrar coisa que me fizessem mal.

Lembro até hoje. Sentados na varanda, ele se levanta e fala que vai pegar um livro. Ele volta com o livreto “Crer é também pensar” do John Stott. E me falou: “Leia tudo que puder deste cara!” Conselho dado, sigo o rumo.

Li tudo que pude do John Stott. Sempre.

Inclusive no primeiro semestre de 2011 ao me perguntarem qual classe de EBD gostaria de ministrar, sem muitos titubeios falei que queria falar sobre o Sermão do Monte. Como base usei Lloyd-Jones e Stott. Na verdade, 80% do curso foi baseado no comentário dele sobre esta porção do Evangelho de Mateus.

Ontem soube da morte deste santo homem de Deus. Não contive as lágrimas. Parecia que tinha perdido parte de mim. Como se um amigo próximo tivesse morrido. Lamentei e senti aquela dor que a morte traz ao coração de todo homem que sabe que não fomos feitos para a morte.

Hoje a eternidade deu as mãos ao amigo que nunca tive oportunidade de encontrar. Jesus o chamou para o descanso. Um dia Ele me chamará também. E terei a oportunidade de conversar face a face com Stott, num papo gostoso e sem termos a mancha do pecado que habita em todos os homens.

Louvado seja o Senhor! 

Raridade hoje?

Raridade hoje?

Conversando com amigos de ministério no último sábado, um assunto veio a mesa e até agora não me sai da cabeça. Na verdade não tem me saído da cabeça já há alguns meses. Infelizmente a igreja protestante tem deixado de ter em suas fileiras homens e mulheres convertidos. Se assustou? Eu também…

O Senhor Jesus me converteu em outubro de 1996. Lembro que foram alguns meses de luta interna, pois não me parecia o melhor caminho a seguir, mas a sua irresistivel Graça alcançou-me naquele começo de outubro. Lembro que naquela madrugada de sábado para domingo, eu cai em tremendo choro em meu quarto diante de algo belo e vivo. Não tinha como voltar atrás, fui alcançado com um amor e certeza de não poder andar pelos caminhos que andava antes. No domingo eu queria ir até a igreja, reunir-me com meus irmãos, cantar aqueles cânticos que naquele instante passaram a ter real sentido e ao mesmo tempo declarar ao mundo que eu pertencia ao Senhor Jesus.

A metanóia estava instaurada: não podia viver do mesmo jeito que vivia. Isto já começou no primeiro dia da conversão. Sem saber nada de Bíblia, uma coisa eu tinha certeza: a vida com Cristo deveria ser uma nova vida!

No processo soberano da conversão, o Senhor usa a pregação da Palavra. A forma inteligível de entendimento do texto bíblico. Dizer o que o texto diz é uma forte arma argumentativa, mesmo sabedores que Deus usa a revelação apartir dEle mesmo para que o homem natural possa ter a neblina que o cega retirada.

E muita coisa tenho visto na igreja. Não só eu tenho visto, mas o mundo tem visto. E até o momento não vi a igreja ser foco das atenções por estar pregando a Palavra centrada nas Escrituras, com boa doutrina e vida ética. As manchetes chamam mais atenção pelo lado obscuro e vida destituída da ética/moral cristã.

E neste bonde as igrejas estão abarrotadas de pessoas que não tem tido muito tempo para mudar suas vidas pela transformação do Evangelho genuíno.

Nunca pensei que diria isto: tenho saudades do tempo em que uma pessoa entrava na igreja e algum tempo depois você quase não a reconhecia pois ela havia se transformado numa nova criatura…

Esta afirmação não passava em minha cabeça, pois simplesmente esta deveria ser o normal na comunidade da fé. Mesmo que em nosso meio sempre existiu – e existirá- pessoas simpatizantes ou que precisam de uma ajuda religiosa, o número de convertidos hoje é menor do que muitos pensam.

Ai fica o desafio para os que não desistiram da igreja:
– Buscar a genuína pregação da Palavra;
– não se envergonhar de usar a mente que o Senhor nos deu e PENSAR a fé;
– Entender que estudar doutrina é algo necessário e deve fazer sentido na nossa prática diária;
– Não dividir a vida em departamentos, mas viver a fé no dia a dia;

Fica ai uma das músicas mais lindas sobre conversão que já ouvi:

Já perceberam que nem sobre a conversão cantamos mais?
Qual foi a última vez que você cantou junto com os irmãos um cantico que fala sobre conversão?

Agora é com vocês!

Comentem!

por Ana Paula Gurgel – Leia seu Blog!

A história da Reforma Protestante revela sua preocupação com o ensino, não apenas religioso mas focando a formação integral do cidadão tendo sua base nos princípios éticos cristãos.

Um povo esclarecido melhora suas relações pessoais e de trabalho. Um povo convertido traz em sua formação a ética (ou deveria trazer) a fim de tornar as relações mais sadias e melhores.

Ouvi de uma amiga que o encanto da religião muçulmana sobre as sociedade tem se dado devido a forma relacional de valor uns dos outros a mesa, ao contar histórias, compartilhar e acolher… Engraçado, outrora ouvi que isto marcava o Cristianismo, mas parece que hoje não mais! Por quê?

Quando deixamos de lado o real valor do Cristianismo que é nosso encontro com Cristo que nos leva a uma nova relação de vida integralmente passamos a vivenciar o interesse econômico ou de barganha que a “fé” vem espalhando.

O que há com a reconstrução de vidas, começando pela minha que encontrei Cristo? Este encontro deve levar-me ao encontro de outros a fim de seu benefício, a fim de um maior desenvolvimento, não apenas relacional mas social, familiar, profissional, espiritual. Ou seja, todo o ser.

Nos escondemos em redomas de tijolos, ditas igrejas e nos pomos a orar de joelhos por bençãos individuais e egoístas e não mais relacionais!! (orem pelos reis! – hoje nossos governantes)

Pergunto novamente, o que retemos de nosso encontro pessoal com Cristo que nos leve ao próximo, ao outro, a nós mesmos de forma a traçarmos uma reconstrução de nossa sociedade?

Se é bom pintor, pinte com graça e cada vez melhor! Se é bom escritor, escreva com graça cada vez melhor! Se é bom professor, ensine com graça, cada vez melhor … e se já faz o seu melhor, mantenha!  Sem utopismo mas com eucaristia, com graça!

Ainda estou construindo o pensamento e escrevo esta linhas para mim também, pois sei que preciso lembrar disso a cada instante do meu dia quando sou tentada a esquecer de todo o resto e focar apenas em mim.

I João 1 diz “… sim, o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que vós também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo. … Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos nas trevas, mentimos, e não praticamos a verdade; mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado.”