Posts com Tag ‘amor’

Igreja é lugar de GENTE que traz consigo sua óbvia imperfeição. Afinal é GENTE!

Até porque, convenhamos, arrependimento nasce de GENTE que percebe sua pequenez e dá um ‘mata leão’ em si mesmo.

Todos os dias!

Agora, tenho muito medo dos ROBÔS
(mais…)


Tenho medo de pessoas que não reconhecem que são finitas, pequenas e que a vida nos atinge em cheio.

Várias vezes.
Sonhos despedaçam-se.
Tristeza bate na alma.

Afinal, ‘todo mundo se machuca, às vezes…’

Não saber lidar com isto, e negar, é o caminho da solidão.

E é interessante perceber que isto começa a bater forte no fim do ano.

Todo fim do ano…  (mais…)

Simplicidade

Publicado: 14 14UTC dezembro 14UTC 2011 em Sem categoria
Tags:, , , , , , , , , , ,

Sabe o cheiro de um café feito no coador de pano e tomado em xícara de metal esmaltada? Aquele cheiro que convida as pessoas para o papo pela manhã. Conversa descompromissada. Daquelas cheias de graça e risos. Feitas de um material que parece perdido na correria dos dias loucos em que vivemos?

Falo disto. Da simplicidade da vida, que tornou-se tão sofisticada que o bom tom tomou conta da originalidade pessoal. Tornamo-nos caricaturas cheias de exageros. Escondemo-nos na sofisticação que rotula e dá status. Acabamos por nos esconder no pior esconderijo que pode existir: em nós mesmos.

Com isto, nos contentamos com o rascunho aceito pela maioria.

Nos afastamos.

Parentes distantes tornam-se qualquer coisa, menos parentes.

Amigos vivem ao nosso redor! Como?

A prática moderna de amizade tornou-se a seguinte: abra seu Facebook e olhe embaixo da foto do seu perfil. Agora abra um sorriso amarelo e se alegre em ler a quantidade de amigos você tem ali!

A compensação da solidão contemporânea é premiá-lo apartir da quantidade de seguidores você tem no Twitter.

Bobagem!

Ser humano sobrevive mesmo com o contato com o outro. Contato que traz saudades. Contato que reafirma amizades. Contato que traz atritos. Contato que nem a melhor tela touch pode trazer…

Vi este clipe de Marcelo Jeneci estes dias. Enviado por um amigo real, que encontro e já temos algumas boas histórias pra contar.

No meio do clipe comecei a chorar. Sou de uma família humilde. Meus pais paraibanos deram a mim e ao meu irmão o que não tiveram oportunidade. Esforçaram-se para que a nossa história não fosse uma mera repetição de fatos. E uma das marcas de meus pais foi a da simplicidade e respeito. Não seriam os outros que diriam aonde nós poderíamos chegar.

Olhei o clipe e me lembrei deles. Olhei para aquela gente humilde, que em sua maioria são da própria família do Marcelo Jeneci, e como flashes que espocavam em minha mente revi parentes.

Revi minha avó paterna, que com seus mais de 70 anos tinha a pele de índia e cabelos compridos mantido presos em seu belo coque. Mulher guerreira que matava galinha no quintal com peixeira afiada. Mulher que honrando a tradição  indígena, gostava de comer fazendo ‘bolinhos’ com a mão.

Num detalhe revi meu avô, com suas camisas sempre bem passadas e abraços largos. Lembrei de sua risada barulhenta que sempre o fazia derramar lágrimas quando gargalhava.

Ali pude perceber que minhas tias estão vivas e nossos contatos mortos!

Em meus olhos saltaram imagens de minha mãe. Dona Salete, que sabia con-viver com sabedoria mesmo em meio as humilhações que a mesquinhez humana fazia submergir de pessoas ditas de alta classe.

Os cabelos brancos de meu pai vieram a minha mente, como se fosse um tapete para que caminhássemos e o carpe diem fez-se vivo!

Percebi que meu irmão esta indo morar em Curitiba e isso me fez chorar e sorrir.

Foi neste instante que a letra de Jeneci explodiu em meu peito:

“Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.”

A vida é  feita de oportunidades! Jogamos fora inúmeras…

Fiz um acordo com Deus: quero deixar de jogar fora as oportunidades que surgem!
Quero a simplicidade, o contato, a vida que tem esperança na volta do sol no meio da chuva.

Como acontece no clipe há a presença do arco-íris. E lembrei-me na hora da aliança feita entre Deus e os homens de que a terra não seria mais destruida por dilúvios:

“O arco estará nas nuvens;
vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna
entre Deus  e todos os seres viventes
de toda carne que há sobre a terra.”
Gn 9.17

O que eu fiz com tudo isso? A chuva sempre virá, mas não será um sinal de fim. É a oportunidade de ver o sol brilhar. E se meu peito ansioso e arredio de esperança começar a gritar, Deus sorri em forma de arco-íris avisando que o Sol da Justiça retornará!

Glória a Ele!
Vivamos a vida nEle!

Free hugs

Publicado: 6 06UTC janeiro 06UTC 2011 em Sem categoria
Tags:, , , , , , , ,

Muitos já escreveram sobre o papel da afetividade no relacionamento. Não importa qual nível de relacionamento, um simples abraço desperta um gama de sentimentos que nem a mente humana pode conter.

Não é a toa que em tempo de isolamento, campanhas como o free hugs, os famosos ‘abraços grátis’, fazem sucesso em paises de culturas tão dispares quanto Brasil e Japão. Há uma espécie de ‘cultura do eu’ acima de qualquer funcionalidade que um realcionamento possa exercer. Vivemos tempos de I-pad, I-pod e afins. O eu tem comandado tudo, a solidão a dois se solidifica.

A igreja neste sentido expõe o fato de tão imersa na cultura em que vive, repete todos os sinais de sua sociedade. E isto acontece, querendo nós ou não. Não é raro as pessoas ficarem em igrejas durante anos e nunca ao menos serem inseridas na comunidade. Não é difícil ouvir casos em que membros de igrejas buscam na comunidade uma espécie de bunker que os protejam do outro. E tudo isto em meio a comunidade!

Coisas como estas, que muitos lideres querem esconder embaixo de acarpetadas catedrais, acontecem e acabam por demonstrar o óbvio: estamos deixando de viver a igreja como comunidade!  A igreja deve e muito ultrapassar o fato de ser uma reunião de pessoas de culturas diferentes que se isolam em guetos dentro do próprio gueto. A argumentação isolacionista, que parece querer perpretar a inutilidade da vida comunitária da igreja, não consegue perceber que isto na verdade é uma aniquilação do porque existe a própria igreja.

Todos os dias da semana pela manhã em minha igreja acontece uma reunião de oração. Lá uma irmã querida, que com seus mais de 80 anos de idade, consegue encarnar em seus passos pequenos e firmes o ideal de afetividade comunitária. Um simples abraço daquela querida irmã, traz consigo uma vontade de repetir com todos os outros irmãos da fé aquele gesto. Um abraço encorpado de amor, cuidado e carinho sinceros. Um simples e profundo abraço. Hoje pela manhã uma outra senhora que ainda estava sob o luto da perda de seu querido marido foi abraçada de uma forma terna por esta querida irmã. Apos o rolar de uma lágrima, esta senhora falou: “Querida, como eu gosto de ser abraçada por você. Quando você me abraça me sinto consolada por Jesus.”

Fiquei parado diante de tal cena. Minha mente e coração entraram em ebulição por começar a refletir se meu carinho e cuidado por meus irmãos chegam aquele nível de simplicidade e verdade de um mero abraço. Lembrei-me das palavras de nosso Senhor de que ele está conosco até a consumação dos séculos. E como creio que Ele esta conosco, será que eu tenho sido um expressão do Amor dEle por mim aos meus irmãos?

Será que o afeto que tenho por eles tem sido verdadeiro e expressão de minha comunhão com Cristo? Ou tenho sido mero repetidor da cultura do eu, deixando de ser benção na vida de tantos que precisam ser consolados, amados e encorajados viverem a sombra de Cristo?

Estas respostas vou aprendendo e caminhando.

E te convido a caminhar esta estrada COMIGO pois cristianismo se faz junto!

Nunca separados!

Tenho pensado muito sobre a maturidade. Acho que aos 34 anos comecei a ver a vida de outra forma. Não que tenha me tornado um expert em maturidade, muito pelo contrário. Só que algumas coisas tem que inquietado.

Sei que para muitos este estágio chega antes. Para outros a vida tem sempre ar de brincadeira, com as infantilidades que não são mais cabíveis em virtude da avançada idade.

Maturidade não é algo fácil ou mesmo instantâneo. Vai se chegando como num vinho que com o tempo torna-se encorpado. Os sabores vão se tornando mais nobres e o frescor se mantém. Isso só com o tempo, muito tempo.

Não sei porque brigamos muito com a maturidade. Provavelmente é porque muitos a tem como sinônimo de velhice, cabelos brancos ou coisas que se pareçam com a imagem já a tanto desenhada do que seria um homem ou mulher madura.

Só que muitos lutam com garras afiadas contra esta fase da vida. Acham-se imortais, mitos ou acima de qualquer forma de sabedoria que só o tempo pode dar. Acreditam estar no patamar de seres sagrados, que tem a vida como sua criação e moldura. Esquecem que qualquer queda tudo vai à ruína.

Pego-me sentado na cama vendo no espelho meus ainda ralos cabelos brancos e chego a conclusão que a vida passa e o que passou passou. Não adianta querer viver o que já passou. Ai tenho que concordar com o filósofo: não há como passar pelo mesmo rio duas vezes. As águas são outras. A vida é outra!

Seria até mesmo absurdo eu querer voltar a vestir-me como punk que era em minha adolescência. Ou mesmo acreditar nas doutrinas socialistas em pleno século XXI. Ou mesmo acreditar que as pessoas de minha juventude fossem melhores do que as de hoje.

A vida segue. Cristo me converteu há exatos 13 anos… Muita coisa já rolou. Ele resgatou este cara com barba grisalha de apenas 34 anos. Não tenho porque olhar pra trás mas seguir em frente, sabendo que o melhor ainda esta por vir. Que Ele comanda minha vida e tem todos os meus dias contados.

Olho para o meu lado e vejo como sou feliz. Minha esposa me completa. Não sou rico e nem tento sê-lo. Não tenho porque viver a vida querendo ser um Peter Pan como tenho visto em muitos cantos.

Acredito que cada fio branco não é pigmento de meu cabelo que se vai, mas a certeza que os anos passam e que não posso viver como se estivesse com 18 anos. Maturidade é algo que ultrapassa o símbolo de velhice anunciada, mas a certeza que a vida deve ser pensada e vivida ainda mais. Cristo nos deu vida em abundância!

Por isso tenho tentado viver apartir desta parte das Escrituras e não abro mão disto:

“Vai, pois, come com alegria o teu pão e bebe gostosamente o teu vinho, pois Deus já de antemão se agrada das tuas obras. Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e jamais falte o óleo sobre a tua cabeça. Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.”

Eclesiastes 9.7-9

Maturidade é ser sábio, prudente e cheio de temor e amor de Deus enquanto se caminha nesta terra que cheira maldade.

Nisto eu dou minha vida!

Raridade hoje?

Raridade hoje?

Conversando com amigos de ministério no último sábado, um assunto veio a mesa e até agora não me sai da cabeça. Na verdade não tem me saído da cabeça já há alguns meses. Infelizmente a igreja protestante tem deixado de ter em suas fileiras homens e mulheres convertidos. Se assustou? Eu também…

O Senhor Jesus me converteu em outubro de 1996. Lembro que foram alguns meses de luta interna, pois não me parecia o melhor caminho a seguir, mas a sua irresistivel Graça alcançou-me naquele começo de outubro. Lembro que naquela madrugada de sábado para domingo, eu cai em tremendo choro em meu quarto diante de algo belo e vivo. Não tinha como voltar atrás, fui alcançado com um amor e certeza de não poder andar pelos caminhos que andava antes. No domingo eu queria ir até a igreja, reunir-me com meus irmãos, cantar aqueles cânticos que naquele instante passaram a ter real sentido e ao mesmo tempo declarar ao mundo que eu pertencia ao Senhor Jesus.

A metanóia estava instaurada: não podia viver do mesmo jeito que vivia. Isto já começou no primeiro dia da conversão. Sem saber nada de Bíblia, uma coisa eu tinha certeza: a vida com Cristo deveria ser uma nova vida!

No processo soberano da conversão, o Senhor usa a pregação da Palavra. A forma inteligível de entendimento do texto bíblico. Dizer o que o texto diz é uma forte arma argumentativa, mesmo sabedores que Deus usa a revelação apartir dEle mesmo para que o homem natural possa ter a neblina que o cega retirada.

E muita coisa tenho visto na igreja. Não só eu tenho visto, mas o mundo tem visto. E até o momento não vi a igreja ser foco das atenções por estar pregando a Palavra centrada nas Escrituras, com boa doutrina e vida ética. As manchetes chamam mais atenção pelo lado obscuro e vida destituída da ética/moral cristã.

E neste bonde as igrejas estão abarrotadas de pessoas que não tem tido muito tempo para mudar suas vidas pela transformação do Evangelho genuíno.

Nunca pensei que diria isto: tenho saudades do tempo em que uma pessoa entrava na igreja e algum tempo depois você quase não a reconhecia pois ela havia se transformado numa nova criatura…

Esta afirmação não passava em minha cabeça, pois simplesmente esta deveria ser o normal na comunidade da fé. Mesmo que em nosso meio sempre existiu – e existirá- pessoas simpatizantes ou que precisam de uma ajuda religiosa, o número de convertidos hoje é menor do que muitos pensam.

Ai fica o desafio para os que não desistiram da igreja:
– Buscar a genuína pregação da Palavra;
– não se envergonhar de usar a mente que o Senhor nos deu e PENSAR a fé;
– Entender que estudar doutrina é algo necessário e deve fazer sentido na nossa prática diária;
– Não dividir a vida em departamentos, mas viver a fé no dia a dia;

Fica ai uma das músicas mais lindas sobre conversão que já ouvi:

Já perceberam que nem sobre a conversão cantamos mais?
Qual foi a última vez que você cantou junto com os irmãos um cantico que fala sobre conversão?

Agora é com vocês!

Comentem!

Uma Nação que olha para baixo!

Sim, ontem conheci Eduardo. Um rapaz de 32 anos de idade, negro, soropositivo e completamente desnutrido. Não tenho como dizer a altura dele, pois de tão debilitado ele não conseguia mais se levantar. Ele estava caído, jogado em cima de pedaços de papelão e coberto por um cobertor sujo. Estava ali há mais de 24 horas. Ele havia chegado numa cadeira de rodas que foi roubada na madrugada por dois homens bêbados. Eles o jogaram no chão e sem dó – por pura e insana “diversão” – roubaram a cadeira de um homem que mal tinha força para falar.

Eduardo estava sozinho, sem família para o ajudar em seus momentos finais. Haviam alguns desconhecidos querendo ajudá-lo a ter a dignidade perdida, mesmo que no momento de proximidade com a morte. Aquele rapaz estava jogado a própria sorte, enquanto muitos passavam como se nada estivesse acontecendo.

Por pura pressão e misericórdia, foi chamado o pessoal que trabalha com Assistência Social da prefeitura. Chegaram e verificaram o quadro. E com olhares perdidos e tristes atestaram a falência do municipio: Não podemos fazer nada! Porque? Os abrigos só tem vagas para quem pode “se virar sozinho”, portanto Eduardo não era um caso social, mas médico!

Chamamos os Bombeiros. Para nossa surpresa eles já tinham vindo mais cedo ver o estado daquele homem quase moribundo. Ao ser perguntado qual seria a melhor solução para aquele homem, o médico bombeiro preferiu discursar antes sobre seu curriculo acadêmico e afirmar que era cristão. Fiquei boquiaberto diante de tal início de conversa. Depois de falar sobre sua vida acadêmica e religiosa, o médico disse que o caso de Eduardo não era caso médico, mas social. E para me deixar ainda mais boquiaberto, o médico confessou que se levasse o rapaz para um hospital e os médicos verificasem que o caso dele fosse somente internação o pessoal do plantão “viria com sete pedras nas mãos para cima de mim”. E não era o caso de manchar o curriculo deste bravo médico dos bombeiros, né? Afinal Eduardo não lembrava nem o nome da mãe, nem sua data de nascimento e que era um cidadão brasileiro! Cidadania? Pra que? Ou pra quem?

Então chegou a SAMU e instaurou-se um caso ainda mais particular: o pobre Eduardo estava deitado, cheio de dores. E em estado total de esquecimento que ele era um ser humano e merecia cuidados. Ao redor dele estavam representantes do município(Assistencia Social da prefeitura), do Estado(Bombeiros) e Federal (Samu), que em uníssono cantavam a canção do descaso: um jogava a vida e cuidados do Eduardo para o colo e incompetência do outro.

Na porta da SAMU havia uma inscrição: BRASIL, UM PAÍS DE TODOS.

Será que o soropositivo, negro e abandonado Eduardo merecia este país? Um Brasil? UM PAÍS DE TODOS? Pude verificar isto na realidade, ali mesmo nas ruas. Ali eu vi o ESTADO petrificado em decidir se o caso daquele moribundo rapaz era SOCIAL ou MÉDICO! Percebi de forma inconteste, que o problema não era o pobre Eduardo, mas de um país hipócrita! Onde prefere-se que a resolução destes miseráveis seja a chegada de um rabecão e o pessoal do IML. Para que dar vida e cuidados ao Eduardo? Afinal, vai ser jogado novamente nas ruas! Esta é a lógica de um soberano e impávido colosso! Fechamos os olhos para casos de Eduardo, assim como fazemos o mesmo com Sarneys e afins.

Ficamos ali, observando até o fim: decidiram levar o rapaz para o hospital.

Então Eduardo abriu sua boca e falou algo que demonstra que ele sabe como é o descaso com o doente pobre neste país:
“Vocês vão me levar para o hospital pra que? Os médicos vão me jogar na rua de novo. Não vão me atender de novo!”

Ficamos duas horas de pé velando e pedindo a Deus que desse o mínimo de dignidade aquele homem quase moribundo. Ouvir da voz de um homem em estado final que lhe esta sendo negado a dignidade e cidadania me fizeram explodir num choro que a muito não tinha. O choro de ver que este país é feito de fatos como estes TODOS os dias e a nação esquece que isto acontece! Seja no futebol ou carnaval! Vivemos anestesiados, sorrindo de não sei o que.

Quantos Eduardos terão que morrer para que este Brasil volte a ter um coração de carne e sangue pulsando?

Comecei a lembrar dos homens que roubaram a cadeira de rodas do Eduardo. Que sairam rindo e gritando pela rua. Não estavam nem ai para o moribundo, mas viam somente a oportunidade de se divertir com a cara do rapaz. E pensei na hora: As intituições de saúde e assistencia social tem feito muito bem o seu papel de roubarem cadeiras e dignidades de tantos seres humanos abandonados pela vida e que moram nas ruas. Passam de Kombi ou ambulâncias por eles e o som das sirenes se parecem muito com as risadas dos bêbados ladrões de cadeiras de roda.

Deus um dia terá um encontro com esta Nação e isto me faz gelar. Os olhos de Deus estão atentos. E a igreja continua numa grande letargia. Até quando calaremos o som dos gritos dos miseráveis? Não podemos mais agir da mesma forma!

Deus tenha misericórdia de todos nós!