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Igreja é lugar de GENTE que traz consigo sua óbvia imperfeição. Afinal é GENTE!

Até porque, convenhamos, arrependimento nasce de GENTE que percebe sua pequenez e dá um ‘mata leão’ em si mesmo.

Todos os dias!

Agora, tenho muito medo dos ROBÔS
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Simplicidade

Publicado: 14 14UTC dezembro 14UTC 2011 em Sem categoria
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Sabe o cheiro de um café feito no coador de pano e tomado em xícara de metal esmaltada? Aquele cheiro que convida as pessoas para o papo pela manhã. Conversa descompromissada. Daquelas cheias de graça e risos. Feitas de um material que parece perdido na correria dos dias loucos em que vivemos?

Falo disto. Da simplicidade da vida, que tornou-se tão sofisticada que o bom tom tomou conta da originalidade pessoal. Tornamo-nos caricaturas cheias de exageros. Escondemo-nos na sofisticação que rotula e dá status. Acabamos por nos esconder no pior esconderijo que pode existir: em nós mesmos.

Com isto, nos contentamos com o rascunho aceito pela maioria.

Nos afastamos.

Parentes distantes tornam-se qualquer coisa, menos parentes.

Amigos vivem ao nosso redor! Como?

A prática moderna de amizade tornou-se a seguinte: abra seu Facebook e olhe embaixo da foto do seu perfil. Agora abra um sorriso amarelo e se alegre em ler a quantidade de amigos você tem ali!

A compensação da solidão contemporânea é premiá-lo apartir da quantidade de seguidores você tem no Twitter.

Bobagem!

Ser humano sobrevive mesmo com o contato com o outro. Contato que traz saudades. Contato que reafirma amizades. Contato que traz atritos. Contato que nem a melhor tela touch pode trazer…

Vi este clipe de Marcelo Jeneci estes dias. Enviado por um amigo real, que encontro e já temos algumas boas histórias pra contar.

No meio do clipe comecei a chorar. Sou de uma família humilde. Meus pais paraibanos deram a mim e ao meu irmão o que não tiveram oportunidade. Esforçaram-se para que a nossa história não fosse uma mera repetição de fatos. E uma das marcas de meus pais foi a da simplicidade e respeito. Não seriam os outros que diriam aonde nós poderíamos chegar.

Olhei o clipe e me lembrei deles. Olhei para aquela gente humilde, que em sua maioria são da própria família do Marcelo Jeneci, e como flashes que espocavam em minha mente revi parentes.

Revi minha avó paterna, que com seus mais de 70 anos tinha a pele de índia e cabelos compridos mantido presos em seu belo coque. Mulher guerreira que matava galinha no quintal com peixeira afiada. Mulher que honrando a tradição  indígena, gostava de comer fazendo ‘bolinhos’ com a mão.

Num detalhe revi meu avô, com suas camisas sempre bem passadas e abraços largos. Lembrei de sua risada barulhenta que sempre o fazia derramar lágrimas quando gargalhava.

Ali pude perceber que minhas tias estão vivas e nossos contatos mortos!

Em meus olhos saltaram imagens de minha mãe. Dona Salete, que sabia con-viver com sabedoria mesmo em meio as humilhações que a mesquinhez humana fazia submergir de pessoas ditas de alta classe.

Os cabelos brancos de meu pai vieram a minha mente, como se fosse um tapete para que caminhássemos e o carpe diem fez-se vivo!

Percebi que meu irmão esta indo morar em Curitiba e isso me fez chorar e sorrir.

Foi neste instante que a letra de Jeneci explodiu em meu peito:

“Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.”

A vida é  feita de oportunidades! Jogamos fora inúmeras…

Fiz um acordo com Deus: quero deixar de jogar fora as oportunidades que surgem!
Quero a simplicidade, o contato, a vida que tem esperança na volta do sol no meio da chuva.

Como acontece no clipe há a presença do arco-íris. E lembrei-me na hora da aliança feita entre Deus e os homens de que a terra não seria mais destruida por dilúvios:

“O arco estará nas nuvens;
vê-lo-ei e me lembrarei da aliança eterna
entre Deus  e todos os seres viventes
de toda carne que há sobre a terra.”
Gn 9.17

O que eu fiz com tudo isso? A chuva sempre virá, mas não será um sinal de fim. É a oportunidade de ver o sol brilhar. E se meu peito ansioso e arredio de esperança começar a gritar, Deus sorri em forma de arco-íris avisando que o Sol da Justiça retornará!

Glória a Ele!
Vivamos a vida nEle!

Estive no “Juntos em Cristo” lá no Riocentro. Entrei e logo comprei um livrinho pra prestigiar. A organização estava ótima! Ninguém queria aparecer mais que o outro, todo mundo teve voz e a FIEL detonou ao trazer John Piper para falar sobre alegria para os brasileiros.

Confesso, estava esperando um gênio estrondoso sacudir o Riocentro. Ao contrário disso, vi um coroa humilde e contrito subir a plataforma e falar das verdades da Bíblia com uma clareza fantástica. Nada novo, nada diferente. Tudo que Piper falou estamos cansados de ler na Bíblia, mas não aplicamos na vida.
Piper não é gênio. Não é um superhumano, nem tampouco uma espécie de messias dos crentes considerados “sérios”. É apenas um crente genuíno que expõe a Palavra e que se dispôs a ser relevante. Ele me mostrou que qualquer um pode pregar bem!  Como disse meu amigo João Costa “numa sociedade onde todo mundo quer ser gênio, estrela ou o melhor” John Piper prefere ser só um homem que vive o que prega. E isso faz dele o maior expoente da pregação cristã de nossos dias. Só isso!
E no mais, tudo na mais santa paz!
Márcio de Sousa
Retirado do site do próprio autor

Dia destes falei com uma senhora. Ela tem um trabalho interessante com pessoas envolvidas com Missões. Também tem um trabalho de intercessão e oração. Além disto tudo, tem por hábito ser grande pesquisadora de assuntos apologéticos. Percebi nela uma grande preocupação em assuntos que podem trazer uma visão deturpada da fé cristã. Não sou seu grande amigo. E diria até que nem mesmo amigo dela eu sou. Conheço-a muito mais por ter pessoas próximas que a tem como amiga.

Diante de um curriculo como o que passei, imagino que muitos ficariam interessados em conhecer a pessoa e seus projetos legítimos. Só que uma coisa chamou minha atenção durante todas as conversas que tive com ela: ela não sorriu em quase todas as vezes que conversamos. Não vi um rasgo que fosse em seus lábios. Tentei me concentrar nas conversas, mas a voz pesada e sem alegria não me descia bem. O ar sisudo e triste era uma marca estranha na forma de encaminhar toda a conversa.

Não tenho como aceitar um cristão regenerado que seja triste, sem sorrisos ou traços de uma alegria do novo Caminho.  Não estou com isto afirmando que cristão não possa ficar triste. Não tenho em mim estas raízes diabólicas de triunfalismo evangélico. O que me trouxe espanto é conversar com um cristão que não sorri.

Sei que minhas palavras podem estar cercadas de julgamentos, mas não posso entender que TODAS as vezes que tenha conversado com esta irmã ela estivesse passando por maus momentos. Até porque, as afirmações eram sempre pesadas, carregadas de uma forma de legalismo estranhas ao texto sagrado. Apesar de todo o esforço e afirmações da fé, sentia mais um gosto de fel do que o doce sabor do Evangelho.

Comecei a pensar no que me assustava nos crentes que conheci quando criança e lembrei que as caras fechadas eram as marcas do Evangelho que me eram apresentado. Sisudos, silenciosos e cabisbaixos eram a resposta de uma fé que parecia sem vida. Provavelmente a alegria era acessório usado somente nos cultos. No momento que saiam do templo, esta alegria parecia ficar lá como se estivesse guardando o assento para a próxima reunião dominical.

Quando o Senhor converteu-me não pude deixar de perceber que a Paz que Ele me deu, trouxe-me uma alegria imensa de saber que agora tenho um Pai que me ama totalmente. O imenso amor que meu pai tem por mim, tornou-se pequeno demais quando entendi que Ele me amou primeiro! A vida pareceu-me com mais cor. A certeza da Salvação fez com que meu sorriso brotasse mesmo em dias de dor. E não foram poucos!

Quando procuro por biografias de homens e mulheres que tiveram suas vidas mudadas por Cristo, uma marca que sempre os acompanhou era a alegria de ser do Senhor. Lembro de ter lido um relato de um dos filhos de Moody. Ele lembrava do pai pela fé em Cristo e na alegria com que ele brincava com eles!  O pregador grandalhão tornava-se como criança quando estava com os filhos, tendo ali laços afetivos enormes! E os filhos nunca esqueceram a pregação/brincadeira da própria vida do pai.

Como conseguimos transformar o evangelho em algo tão sisudo e cabisbaixo? A vida com Cristo seria uma imensidão de sofrimentos e nos é negado até mesmo um sorriso? Não posso acreditar nisto! De forma alguma! Acredito que a alegria faz parte da prática cristã!

E isto me faz lembrar do texto bíblico:

“A esperança dos justos é alegria;
mas a expectação dos ímpios perecerá.”
Provérbios 10.28

Eu fico com as palavras de provérbios! E vocês?