Sou Forasteiro…

Forasteiro: adj. e s.m. Que é de fora, estrangeiro, peregrino, estranho.

Hoje andando de volta para minha casa estava ouvindo uma música.
A letra era era profunda.
A letra expressava o Salvador que Cristo É.
A letra colocava Cristo no Centro de TUDO.

Aquilo bateu fundo.
O coração disparou.
Tudo ao redor perdeu seu sentido. Continue lendo “Sou Forasteiro…”

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Experiência da Cruz

“Com efeito, é evidente quão nos é necessária a experiência da cruz. Pois, não é de pouca importância que te limpes do cego amor por ti mesmo, para que te faças plenamente consciente de tua fraqueza; que sejas imbuído do senso de tua própria fraqueza, para que aprendas a não confiar em ti; que deixes de confiar em ti, para que transfiras a Deus tua confiança; com confiança de coração descansares em Deus, para que, sustentado por seu auxílio, perseveres invencível até o último instante; que te firmes em sua graça, para que compreendas que ele é verdadeiro em suas promessas; que descubras a certeza de suas promessas, para que daí a esperança te fortaleça.” João Calvino, Institutas da Religião Cristã, Livro III, Capítulo VIII.

Este texto escrito pelo reformador francês João Calvino, parece um pouco fora da luz que guia os holofotes cristãos dos dias de hoje.

Carregar a sua cruz é para os derrotados.
Os que simplesmente dão ‘brecha’ ou enfraqueceram na luta de ser um poderoso servo de Cristo.

As palavras de ordem dos cânticos são: vitória, poder, força e conquista.
Sempre andando junto com verbos conjugados na primeira pessoa do singular(EU).
Esta junção gramatical é destruidora da realidade humana.
E principalmente da realidade do que seria a vida cristã.

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Forasteiro

Acaba de ser lançado o primeiro single do grande Samuel Úria. O single chama-se ‘Forasteiro’ e em minha opinião é uma das melhores canções lançadas por ele!

Segue ai o video oficial da canção e a letra(enviado pelo próprio Samuel) para ouvirmos mais e mais!

 

Forasteiro

Se o mundo é uma pedra de tropeço, eu arremesso-o
E ofereço a esfera ao espaço, está suspenso o meu apreço.
Se o mundo me merece tanta prece, nem por isso
A mundos dou interesse, nem a crises dou acesso.

Se o mundo é uma bolha de lamento, eu arrebento
E tento não estar dentro se se encontra em pronto pranto.
Se o mundo não demora, que a agrura morra agora
E eu choro com quem chora pra os pescar do mundo fora.

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado.

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado.

Se o mundo é só um espelho do que eu valho, então trabalho-o,
Definho o grilho velho que ainda escolho quando falho.
Se o mundo é só a mágoa com que meço, então despeço-o
E regresso ao troço estreito exterior ao Universo.

Tresmalho o rebanho,
Aqui eu sou estranho.
Minha marcha é recta;
A vida é rotunda.
O que não me afecta
Já não me afunda.

Não não não tenham medo
Que o mundo foi vencido
E eu sou aliado.

Não não não tenham mundo
Que o medo foi criado
E eu sou doutro lado.

Dias escuros, consumismo e muita luta

Uma coisa que me assusta é a tal idéia de negação de dias escuros.

Esta obrigação da felicidade é uma verdadeira lástima, pois acaba negando ao ser humano conhecer suas sombras e ir direto a questões nevrálgicas da existência.

Percebo a cada dia uma específica construção de caminhos vitoriosos, sem pedras no caminho. Há uma edificação de caminhada de asfalto liso, sem rachaduras ou buracos.

E definitivamente, isto não constrói um ser humano.

Na verdade é erigido um ser sem sentimento.
Adormecido.
Um ser com uma queda para o uso de máscaras.

Isso me assombra, pois a cada dia vejo mais pessoas vestidas de felicidade.
Só que em suas casas, cada vez menores, tomam seus ansiolíticos pois ali a vida é real.

Creio que, como afirma Baumann, somos categorizados hoje como produtos.
Somos consumidos.

Sim, somos consumidos como é consumido um prato indicado por um blogue de culinária.
Ou como um qualquer outro bem de consumo.

A grande questão é que bens de consumo não são necessariamente duráveis, um certo momento perde-se a graça e o consumismo nos faz escolher outra fonte a ser consumida.
Ai há o descarte. A penumbra. O ocaso.

Isso é esquisito, pois é vivido e não assumido.

Creio, que de forma obviamente bem simplista, isso nos faz querer a reciclagem das aceitações e negações das crises.
Ficamos com medo de mostrar o que pensamos, sentimos ou mesmo cremos, pois há nisto o perigo do descarte.

Isso nos refreia a alma.
Congelamos.
Bem vindo a Era do Gelo!

Este congelamento faz com que haja em nossa sociedade ‘derrotados sorridentes’: gente que faz o que não gosta por causa do dinheiro que os faz sobreviver e que os mantêm infelizes enquanto escovam o dente para mais um dia de fuga das crises e problemas. Afinal, tem uma fila de gente querendo estar em seu lugar!

Tenho pensado sobre a negação dos dias escuros.
Uma falsa sinalização de que esta ‘tudo bem’.
Isso, não necessariamente ajuda.
Isso basicamente nos afunda.

No texto de Provérbios há a seguinte recomendação:
“Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena.” (Pv 24:10)

Este texto, ao contrário do que possa parecer, não é uma Ode Vida Vitoriosa.

Há aqui um pequeno jogo de palavras.
Fala de afundar e buscar apoio para levantar.

No texto hebreu há uma profunda condução para que num mundo onde estamos nos afundando, possamos observar a situação e tomar uma atitude em busca de apoio para não acontecer o afogamento.

A recomendação aqui é: você esta se afogando! Reconheça isto e busque algo pra que não afunde! Lute!

Por causa da ‘vida de aparências’ a louca e irônica recomendação de tempos pós-modernos é enquanto se afoga tome um ‘remedinho’.
Afinal, não é de bom tom gritar que esta doendo.

O texto hebreu faz este contraponto com o contemporâneo:
Grite! Peça ajuda! Não é momento de buscar compaixão!

Eu tenho gritado!

E que este grito lhe ajude a não se afogar!

Revelação e Metanoia

 

Num começo de tarde, lá pelo ano de 1992 eu chegava em casa. Lembro EXATAMENTE da cena: Meu irmão sentado no chão da sala.

Ele se levanta rápido e me diz: ‘Passou um clipe que você precisa ver! O nome da banda é Nirvana! Deixa ligado na MTV! Você precisa ver isso!’

Sim, ele falou com todas as exclamações acima.

Meu irmão foi para o colégio e eu deixei a MTV ligada a tarde toda. No fim da tarde, provavelmente 5 da tarde, o VJ Thunderbird apresenta o tal clipe.

Era este:

 

Vi o clipe até o fim. Fiquei completamente maluco com o que eu tinha acabado de assistir e sai de casa as pressas até a House Rock do velho Gilmar. Tinha que chegar lá ante da loja fechar.

A loja ficava numa galeria em Icaraí e tinha somente UMA escada rolante. Eu nunca havia subido aquela escada em tamanha velocidade, pois queria de qualquer forma conseguir aquele disco.

Lembro até hoje que entrei na loja esbaforido e o Gilmar falar de pronto: ‘Se tá procurando este tal Nirvana, só vai ter semana que vem!’

Eu nem havia perguntado NADA! Só que provavelmente eu deveria ter sido um entre dezenas que entravam na loja perguntando sobre  a banda.

[ UM PARÊNTESE: ]
Sei que para muitos que estão lendo este texto, não faz sentido algum  aguardar semanas para ouvir ou comprar um disco.
Só que falo de uma época em que não havia internet como temos hoje e nem downloads de músicas.
Se quisesse algo novo teria que IMPORTAR e aguardar no mínimo 15 dias para ter o CD em mãos.
Ah, sim: cada CD tinha seu valor em DOLAR! Ou seja, quando você ia comprar, tinha que calcular o valor na moeda brasileira.
Detalhe: Gilmar aceitava pagamento em dolar!
[ FECHA PARÊNTESE: ]


Voltando aquele dia: deixei meu nome na lista, que já tinha 3 páginas do caderno de encomendas,  de pessoas que aguardavam o disco ‘Nevermind’.

Sai dali e anunciei para todos os meus amigos o tal Nirvana.
Ficamos esperando a chegada do disco.
Lembro que na verdade esperei mais de um mês para GRAVAR numa fita K7 aquele disco, pois não havia nada deles lançado no Brasil e era comum na época as lojas de Rock venderem cópias em K7 dos discos.
Ou seja: pirataria sempre existiu!

Passados 20 anos, quem não viveu a época ou simplesmente não gosta de rock, pode ficar sem entender o fenômeno do grunge. Em 1991, basta conferir a lista de discos mais vendidos para entender que tempos eram aqueles para quem gostava de rock. Para minha tristeza, até o Metallica havia se vendido e feito o horrendo Black Album.

Uma simples olhada nas 10 mais da Billboard em 1991 para entender o que se passava:

1 – (Everything I Do) I DO IT FOR YOU – Bryan Adams
2 – I WANNA SEX YOU UP – Color Me Badd
3 – GONNA MAKE YOU SWEAT (Everybody Dance Now) – C&C Music Factory Featuring Freedom Williams
4 – RUSH RUSH – Paula Abdul
5 – ONE MORE TRY – Timmy T.
6 – UNBELIEVABLE – EMF
7 – MORE THAN WORDS – Extreme
8 – I LIKE THE WAY (The Kissing Game) – Hi-Five
9 – THE FIRST TIME – Surface
10 – BABY BABY – Amy Grant

De repente: um som seco, cheio de atitude, juvenil, coberto de testosterona e urgência aparece.

Houve uma resposta imediata e apartir dai um verdadeiro marco na história da música. E o resto é história…

Disso tiro uma reflexão de minha fé, pois consigo ver Cristo em todas as coisas.

Diante da revelação daquela música, mudei em muito minha vida.
Meu passado de ‘metaleiro’ e punk não foram renegados, mas os olhos foram abertos para algo maior.
Fiquei tão pasmo com o que vi, que não deixei de anunciar o que meus ouvidos ouviram.

Hoje , em 2012, repensando sobre o que encontrei em outubro de 1996. Encontrei Cristo.
Passados tantos anos, não há como negar que preciso tomar impulso para anunciá-lo com aquela força e urgência daqueles tempos.

Revelação é acompanhada de Metanóia!
E isso é diário, pois Jesus tem se revelado em pequenas coisas.
Coisas tão simples como no dia em que ouvi Nirvana pela primeira vez.

Sim, pois o que foi uma mera Graça Comum foi como uma ante-sala da Revelação dEle em 1996.

Em 1992 Kurt Cobain salvou minha vida da mesmice. Hoje Cobain, é só lembrança

Em 1996 Jesus salvou minha vida de mim mesmo. Hoje e Sempre, Jesus é meu amigo.

Glória a Cristo, SEMPRE!

Assinado em Cartório

Atesto para os devidos fins que apartir de hoje, dia 09 de abril de 2012, eu Sandro Wagner abstenho-me de usar termos estranhos ao linguajar moderno usado por qualquer ser humano normal.

Desde já informo a todos os interessados, que este cidadão brasileiro natural da cidade do Rio de Janeiro, retirou de seu linguajar qualquer menção de uma linguagem baseada em estratégia de gueto, conhecida por cerca de 30 milhões de brasileiros –  sendo a maioria deles em contrato de ADESÃO – chamada de ‘evangeliquês’.

EU, Sandro Wagner, torno público esta decisão e peço aos que não concordam por favor procurem outros que limitam a vida ao uso de tal linguagem limitadora do sentido.

Atenciosamente,

Sandro Wagner

Niterói, 09 de Abril de 2012

Metanóia

Semana passada uma querida irmã postou o seguinte no Facebook:

“Parabéns a Jesus, que me salvou!!!
Hoje, completo 15 anos amando a Cristo de todo meu coração, com todo meu entendimento e com toda minha força!!!
Agradeço a Deus pelo privilégio de Tê-lo todos os dias em minha vida, porque fez, faz e fará, sem sombra de dúvidas, toda a diferença. PS: Agradeço também porque são dois anos e meio exercendo minha profissão.
Jesus, são muitas bênçãos!!!!”

Fiquei imensamente feliz em ler tal declaração de amor ao Senhor.

Ao mesmo tempo bateu-me um grande constatação: hoje temos mais adesões religiosas do que conversões.

Espero que o leitor tenha a resposta na ponta da língua: Você lembra o dia de sua conversão?

A resposta é bem definidora. Sei que alguns passaram anos neste processo, que não é como uma linha de montagem.

Mas falo daquele dia em que TUDO deixou de fazer sentido e Jesus tornou-se a pérola de Grande Valor.
Aquele instante que ainda dá nó na garganta. Que, mesmo depois de tanto tempo, embarga a voz.

Sei que alguns haverão de estranhar, mas infelizmente isso tem se tornado raro.

Hoje o culto animado e emotivo embarga a voz.
As amizades fazem a diferença.
O sentir-se em paz consigo objeta a fé.

Confesso que nestes tempos de relacionamento de amizade virtual, poucas vezes li declarações como desta irmã.
Isso é de se estranhar, pois todos os dias existem enxurradas de mensagens cristãs pelo espaço das redes sociais.

De todo este tsunami que invade a tela de meu notebook, não devo ter lido mais que meia dúzia de pessoas contando sobre o marco do encontro do sentido da vida. Aquele encontro definidor da existência.

Isso me faz pensar que temos pregado errado.
Somos enormemente moralistas.
Pregamos contra e a favor de atos.

Só que a definição da Eternidade é a revelação de um Encontro.

E este encontro não é com a religião, com um discurso doutrinário e nem com uma paz avassaladora com seu próprio ego.

É o simples encontro com Jesus.

Meu sonho hoje é bem simples: ver uma igreja que tenha prazer no anuncio de seu Encontro.

E isso fará toda a diferença. Assim como no caso da queria Aline, que citei lá no começo.

Obrigado Jesus, por ter se revelado a este pecador na madrugada do dia 04 de outubro de 1996.

À ti toda Honra, toda a Glória e Louvor pelos séculos dos séculos.

Amém!