Free hugs

Muitos já escreveram sobre o papel da afetividade no relacionamento. Não importa qual nível de relacionamento, um simples abraço desperta um gama de sentimentos que nem a mente humana pode conter.

Não é a toa que em tempo de isolamento, campanhas como o free hugs, os famosos ‘abraços grátis’, fazem sucesso em paises de culturas tão dispares quanto Brasil e Japão. Há uma espécie de ‘cultura do eu’ acima de qualquer funcionalidade que um realcionamento possa exercer. Vivemos tempos de I-pad, I-pod e afins. O eu tem comandado tudo, a solidão a dois se solidifica.

A igreja neste sentido expõe o fato de tão imersa na cultura em que vive, repete todos os sinais de sua sociedade. E isto acontece, querendo nós ou não. Não é raro as pessoas ficarem em igrejas durante anos e nunca ao menos serem inseridas na comunidade. Não é difícil ouvir casos em que membros de igrejas buscam na comunidade uma espécie de bunker que os protejam do outro. E tudo isto em meio a comunidade!

Coisas como estas, que muitos lideres querem esconder embaixo de acarpetadas catedrais, acontecem e acabam por demonstrar o óbvio: estamos deixando de viver a igreja como comunidade!  A igreja deve e muito ultrapassar o fato de ser uma reunião de pessoas de culturas diferentes que se isolam em guetos dentro do próprio gueto. A argumentação isolacionista, que parece querer perpretar a inutilidade da vida comunitária da igreja, não consegue perceber que isto na verdade é uma aniquilação do porque existe a própria igreja.

Todos os dias da semana pela manhã em minha igreja acontece uma reunião de oração. Lá uma irmã querida, que com seus mais de 80 anos de idade, consegue encarnar em seus passos pequenos e firmes o ideal de afetividade comunitária. Um simples abraço daquela querida irmã, traz consigo uma vontade de repetir com todos os outros irmãos da fé aquele gesto. Um abraço encorpado de amor, cuidado e carinho sinceros. Um simples e profundo abraço. Hoje pela manhã uma outra senhora que ainda estava sob o luto da perda de seu querido marido foi abraçada de uma forma terna por esta querida irmã. Apos o rolar de uma lágrima, esta senhora falou: “Querida, como eu gosto de ser abraçada por você. Quando você me abraça me sinto consolada por Jesus.”

Fiquei parado diante de tal cena. Minha mente e coração entraram em ebulição por começar a refletir se meu carinho e cuidado por meus irmãos chegam aquele nível de simplicidade e verdade de um mero abraço. Lembrei-me das palavras de nosso Senhor de que ele está conosco até a consumação dos séculos. E como creio que Ele esta conosco, será que eu tenho sido um expressão do Amor dEle por mim aos meus irmãos?

Será que o afeto que tenho por eles tem sido verdadeiro e expressão de minha comunhão com Cristo? Ou tenho sido mero repetidor da cultura do eu, deixando de ser benção na vida de tantos que precisam ser consolados, amados e encorajados viverem a sombra de Cristo?

Estas respostas vou aprendendo e caminhando.

E te convido a caminhar esta estrada COMIGO pois cristianismo se faz junto!

Nunca separados!

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3 comentários em “Free hugs

  1. Olá, querido Sandro! Adorei seu blog, rapaz! E este post é muito relevante realmente. Se não formos uma comunidade acolhedora nosso discurso se tornará então vazio e irrelevante. E acolher é aceitar o outro, abraçar, incluir. O poder terapêutico de um abraço é grande demais. Pena que muitos ainda não descobriram isso. Legal, rapaz. Quando puder, dê uma visitada no meu blog – acho que já conhece, né? Vou incluir seu link na minha página de parcerias, pois acho que todos deveriam ler seu blog, mas fique livre para incluir meu blog ou não em seu blogroll. Se preferir depois me mande um banner no formato 120×60 para que eu substitua pelo simples que colocarei lá. Um grande abraço, meu querido (do tipo que mencionou acima) e que você tenha um 2011 de crescente intimidade com Deus!

    1. Olá Leandro!

      Volte sempre que quiser! Sempre será bem-vindo neste canto!
      Já indiquei seu blog – que é muito bom por sinal – em meus links!

      Forte abraço!

      Sandro

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