Conversão…

Raridade hoje?
Raridade hoje?

Conversando com amigos de ministério no último sábado, um assunto veio a mesa e até agora não me sai da cabeça. Na verdade não tem me saído da cabeça já há alguns meses. Infelizmente a igreja protestante tem deixado de ter em suas fileiras homens e mulheres convertidos. Se assustou? Eu também…

O Senhor Jesus me converteu em outubro de 1996. Lembro que foram alguns meses de luta interna, pois não me parecia o melhor caminho a seguir, mas a sua irresistivel Graça alcançou-me naquele começo de outubro. Lembro que naquela madrugada de sábado para domingo, eu cai em tremendo choro em meu quarto diante de algo belo e vivo. Não tinha como voltar atrás, fui alcançado com um amor e certeza de não poder andar pelos caminhos que andava antes. No domingo eu queria ir até a igreja, reunir-me com meus irmãos, cantar aqueles cânticos que naquele instante passaram a ter real sentido e ao mesmo tempo declarar ao mundo que eu pertencia ao Senhor Jesus.

A metanóia estava instaurada: não podia viver do mesmo jeito que vivia. Isto já começou no primeiro dia da conversão. Sem saber nada de Bíblia, uma coisa eu tinha certeza: a vida com Cristo deveria ser uma nova vida!

No processo soberano da conversão, o Senhor usa a pregação da Palavra. A forma inteligível de entendimento do texto bíblico. Dizer o que o texto diz é uma forte arma argumentativa, mesmo sabedores que Deus usa a revelação apartir dEle mesmo para que o homem natural possa ter a neblina que o cega retirada.

E muita coisa tenho visto na igreja. Não só eu tenho visto, mas o mundo tem visto. E até o momento não vi a igreja ser foco das atenções por estar pregando a Palavra centrada nas Escrituras, com boa doutrina e vida ética. As manchetes chamam mais atenção pelo lado obscuro e vida destituída da ética/moral cristã.

E neste bonde as igrejas estão abarrotadas de pessoas que não tem tido muito tempo para mudar suas vidas pela transformação do Evangelho genuíno.

Nunca pensei que diria isto: tenho saudades do tempo em que uma pessoa entrava na igreja e algum tempo depois você quase não a reconhecia pois ela havia se transformado numa nova criatura…

Esta afirmação não passava em minha cabeça, pois simplesmente esta deveria ser o normal na comunidade da fé. Mesmo que em nosso meio sempre existiu – e existirá- pessoas simpatizantes ou que precisam de uma ajuda religiosa, o número de convertidos hoje é menor do que muitos pensam.

Ai fica o desafio para os que não desistiram da igreja:
– Buscar a genuína pregação da Palavra;
– não se envergonhar de usar a mente que o Senhor nos deu e PENSAR a fé;
– Entender que estudar doutrina é algo necessário e deve fazer sentido na nossa prática diária;
– Não dividir a vida em departamentos, mas viver a fé no dia a dia;

Fica ai uma das músicas mais lindas sobre conversão que já ouvi:

Já perceberam que nem sobre a conversão cantamos mais?
Qual foi a última vez que você cantou junto com os irmãos um cantico que fala sobre conversão?

Agora é com vocês!

Comentem!

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